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Publicado el November 16th, 2008, 19:35

CROF disse:

1 de novembro de 2008 às 8:33 pm editar

Prezados Senhores,
Primeiramente quero comentar q, em minha opção no orkut, indico
Cristão Outro ao invés de Cristão Protestante e, muitas vezes explique

CROF disse:

1 de novembro de 2008 às 8:42 pm editar

…muitas vezes expliquei este meu posicionamento no orkut. Isso parece
ser trivial, mas quis testemunhar.
Outrossim, aguardo novos estudos, inclusive sobre a diferenciação q se
tem feito entre Evangélicos e Cristãos.
Parabenizo pelo esclarecimento e estimo muitos tomem ciência.
Em Cristo.

Pr. Alain Davidson disse:

1 de novembro de 2008 às 8:48 pm editar

Então você crê e defende a teoria do "Rastro de Sangue"?

Campanaro disse:

1 de novembro de 2008 às 9:32 pm editar

somos ok então ? o povo mais bíblico e a pura raiz da sagrada escritura?

admin disse:

1 de novembro de 2008 às 10:40 pm editar

Irmãos:

Só para lembrar…

"Um evento de grande importância, mas muitas vezes não lembrado, é o
Segundo Concilio de Speier no dia 25 de abril de 1529. Este Concílio
Católico Romano foi feito para tomar ação contra os Turcos e também
diminuir o progresso dos Luteranos e outros que não cooperavam com o
Papa. Basicamente a reação dos príncipes luteranos era contra as
decisões do referido Concílio, um protesto escrito formal condenando
certos assuntos aprovados e contrários à fé como os príncipes a
entenderam. Assinaram o documento, Elector John de Saxônia, Margrave
George de Brandenburgo, os duques Ernest e Francis de
Braunschweig-Luneburg, Landgrave Filipe de Hesse, Príncipe Wolfgang de
Anhalt, e os representantes de catorze cidades imperiais. O protesto
foi desenhado para protege-los das decisões do Concilio. Foi uma
medida defensiva. O renomado historiador eclesiástico, Phillip Schaaf,
em sua "História da Igreja Cristã," Tomo VII, p. 692 afirma que "A
partir deste protesto e apelo os Luteranos foram chamados
!Protestantes."" A Enciclopédia Católica, Tomo XII, p. 495 confirma os
mesmos escritos."

"Foi nomeado pelo Papa Paulo IV um dos três
presidentes papais do famoso Concílio de Trento. Liderou vigorosamente
a obra da contra-reforma. Se alguém conheceu as doutrinas e a história
de grupos não Católicos após a Reforma, era o Cardeal Hosius. Ele
disse: "Se os Batistas não fossem atormentados e cortados fora com a
faca durante estes últimos 1.200 anos, fariam um enxame de maior
número que todos os Reformadores." (Cartas Apud Opera, pp. 112, 113)."

"Os Protestantes olham para algum homem como seu Fundador, muitas
usando seu próprio nome no nome da Igreja. Os Luteranos vem do
Martinho Lutero. Os Reformados de João Calvino. Os Presbiterianos de
João Knox. Os Metodistas abertamente dizem que o seu Fundador foi João
Wesley. Mas quem fundou as Igrejas Batistas? Eis a pergunta histórica
digna de investigação séria. É impossível achar um só homem que deu
começo às Igrejas Batistas."

Vital.

Ivo Prado disse:

2 de novembro de 2008 às 10:36 am editar

Excelente a explicação. Um povo que sofreu cruéis perseguições por
parte dos judeus, do império romano, da igreja de Constantino ou
romana e mais tarde dos protestantes e reformados, não pode silenciar
sobre o seu passado, sobre a sua história. No dia final teremos muitas
surpresas quando do recebimento dos galardôes e coras. Muitos famosos
a ficar quase sem nada, enquanto os verdadeiros heróis da fé recebendo
muitas coroas e galardões.

Enquanto protestantes e reformados serem se apoiaram em partidos
humanos fortes, em cidades estado. houve um povo que desde os dias de
Cristo Jesus até os nossos dias levou e leva o evangelho salvador,
libertador e curador do nosso Senhor. Não nos surpreendamos se na
aparecição do homem do mal, o anti cristo, esses mesmo que nos
perseguiam no passado não voltarem a fazê-lo com maior crueldade, pois
certamente também se apoiarâo em partidos políticos e humanos.

E tem mais, não apenas os Batistas hoje se julgam descendente morais e
espirituais dos diversos grupos anabatistas. Diversos outros grupos
que batizam os adultos salvos por imersâo têm muito de anabatistas
hoje.

admin disse:

2 de novembro de 2008 às 12:01 pm editar

Irmãos:

É importante ter o conhecimento da história real.
Os batistas não vieram da chamada Reforma Protestante.
Afinal a Reforma foi mais um ato político e não as teses defendidas por Lutero.
Neste lado político os batistas sofreram nas mãos dos seguidores de
Lutero, de Calvino, da Igreja Católica, etc.

Mas, isto já foi há mais de 500 anos e o mundo mudou.
A Igreja Católica classificou todos os que não estavam do lado dela e
sendo cristãos, como Protestantes.

E os batistas viraram protestantes por designação da igreja católica,
mas, os batistas são como outros grupos, apenas batistas, porque não
protestaram contra o regime católico, não é porque não queriam, mas,
porque foram impedidos! Não sei a real dimensão dos batistas como
grupo antes da Reforma, mas, eles existiam, com certeza e não
concordavam, de forma nenhuma com a Igreja Católica e nem com os
Reformadores católicos.

Não somos melhores do que qualquer outro grupo, o mundo mudou, a
igreja Católica mudou e os reformadores, também.

Outros grupos, hoje grandes, como os pentecostais, tiveram muito dos
batistas e todos têm sido abençoados nos seus ministérios.

Os batistas cresceram muito devido, principalmente, a emigração da
Inglaterra para os EUA e a partir dali se tornaram em um grande
referencial religioso, forte nos EUA e em muitas partes do mundo,
inclusive no Brasil com um número superior aos dois milhões de
adeptos, número bem superior a população de diversos países.

Não somos melhores do que ninguém e nem podemos reivindicar se somos
ou não fruto da igreja primitiva, mas, certamente não somos frutos da
Reforma Protestante.

Vital.

admin disse:

2 de novembro de 2008 às 4:47 pm editar

Irmãos,

Graça e paz!!!!!

Eu quero aqui externar a grande satisfação em ler estas informações
sobre os BATISTAS, por isto é que faço parte desta Igreja de Cristo (
não querendo aqui dizer que as outras não o são ), mais é a nossa
história que nos faz ser o que somos e ter-mos a credibilidade que
temos como evangélicos.
Se isto fosse ensinado aos nossos irmãos em nossas escolas
bíblicasdominicais com certeza não estaria-mos tendo problemas e nem
tão pouco divisões.

Deus abençoe grandemente ao irmão

No amor de Cristo,

Josias Cunha ( Igreja Batista da Proclamação ) Salvador - Ba

pastor Jean Pierre de M. Garcia disse:

2 de novembro de 2008 às 7:30 pm editar

Sou pastor batista e achei muito interessante e bem elaborada a tese
que o querido construiu. Porém mesmo como batista convicto que sou,
apesar que não concordo com o posicionamento de alguns grupos de nossa
denominação, ex: Negação dos dons carismáticos (linguas profecias,
revelações, que são biblicas), acho que temos que ter cuidado por não
exitarmos ao recentimento, que era outrora do passado.
Vamos acabar de vez com esse sentimento que nos divide e impede que
nos tornemos um só como Jesus e o mundo possa crer nEle.
Dia 31/10 por exemplo estive na igreja Luterana, celebrando juntamente
com aqueles irmãos, o dia da reforma protestante. foi uma benção. Os
queridos não teem ideia como o pastor daquela igreja se alegrou com
nossa presença ali, que infelizmente eramos poucos. Ali o nome que é
sobre todos os nomes Jesus pode ser glorificado pelo seu povo que faz
parte do Seu corpo dentro da multiforme Graça de Deus.
Que nos possamos encontrar Cristo e sua igreja, fora tambem dos
arraiais batistas, senão não passaremos de uma seita e não da
Universal igreja dos santos escritos no ceu (a invisivel, militante
igreja de todos os tempos, de todos os lugares, epocas, etc.)
entendamos o que a nossa propria confissão de fé fala, já que o irmão
fez uma critica contra os catecismos e que em parte concordo, que
nosso manual de regra, fé e pratica e a Biblia, mas temos também a
nossa declaração de fé, que alias eu a estimo muito e que foi
elaborada a partir das Escrituras, como também a deles, apesar que
muitas coisas não concordo
Deus vos abençoe e que o querido use o seu zelo, com moderação,
contextualização e com os olhos de Deus.

Gilberto F da Silva disse:

3 de novembro de 2008 às 9:05 am editar

Parabéns pela explanação sobre a Batistas x Protestantes.
Se dizem por aí: "Sou Feliz por Ser Católico", eu digo: "Sou Feliz por
ser BATISTA". Mas o que importa é que somos parte da Família de Deus!
Grande abraço a todos!
Giba.

Saulo Piloto disse:

3 de novembro de 2008 às 10:05 am editar

Graça e Paz a todos.

Gostaria de compreender o porquê da necessidde de "Declarações,
Confissões ou Pactos de Fé" para nós Batistas se acreditamos na
verdade citada neste artigo, que fiz quetão de reescrevê-la abaixo?

"Os Batistas crêem que a pura
Palavra de Deus é autoridade suficiente para tudo"

Se ela é "suficiente" para tudo, porquê inventarmos declarações que
com o passar do tempo vão sofrendo acréscimos ou decréscimos?

Pergunto então, será que a atual Declaração que temos é completa e
única, quem me garante que não está incompleta e em algum momento
sofrerá alteração ?

Com a Bíblia isso não acontece, pois ela é suficiente, não muda e se
renova. E como está escrito: "Ai de quem acrescentar e ai de que tirar
algo às profecias deste livro".

O que significa a Bíblia ser suficiente então?

Estamos juntos!!

Saulo Piloto
Santo André - SP

admin disse:

3 de novembro de 2008 às 10:30 am editar

Saulo:

É lógico que a atual Declaração de Fé da CBB não é suficiente,
completa e única; não é essa a proposta da Declaração de Fé, nem desta
e nem das anteriores…

Inclusive já existem propostas de alterações na atual Declaração de Fé.

Mas, ela é necessária e importante.

Não estamos mais na era zero da era cristã…

Veja abaixo o preâmbulo da Declaração de Fé e compreenderá.

Vital.

"Para os batistas, as Escrituras Sagradas, em particular o Novo
Testamento, constituem a única regra de fé e conduta, mas, de quando e
quando, as circunstâncias exigem que sejam feitas declarações
doutrinárias que esclareçam os espíritos, dissipem dúvidas e reafirmem
posições. Cremos estar vivendo um momento assim no Brasil, quando uma
declaração desse tipo deve ser formulada, com a exigência
insubstituível de ser rigorosamente fundamentada na palavra de Deus. É
o que faz agora a Convenção Batista Brasileira, nos 19 artigos que
seguem:"

Neander Miranda disse:

3 de novembro de 2008 às 10:51 am editar

Apesar de ser batista por convição, preocupam-me alguns pontos
expressos neste documento traduzido:
1. a preocupação latente em muitos batistas em primeiramente dizer
quem "não são", para depois tentar dizer quem são;
2. o desprezo pelo fato histórico-espiritual de que Deus sempre
manteve e manterá um remanescente fiel, independente do nome que
queiramos dar;
3. a necessidade de sempre tentarmos ser contra alguma coisa;
4. a incapacidade de perceber em nossa jactância que passamos a vida
nos dividindo, apesar de termos a "melhor doutrina";
5. a alegação constante de que não temos credos. Em contrapartida
temos alguns estatutos e regimentos que, em seu espírito e objetivos
acabam ferindo a Bíblia, "nossa única regra de fé e prática";
6. as declarações de que não temos chefes ou pontífices. Para que
sempre nos lembremos de nossa humanidade e fragilidade Deus nos deixou
alguns "caciques" indigestos e manipuladores que substituem com louvor
qualquer chefe ou mesmo papa;

Considerando ainda outros tantos pronunciamentos de que não somos isso
ou aquilo, acabo na certeza de que se ainda não somos protestantes,
estamos ansiosos por ser, pois vivemos protestando contra todos os
demais evangélicos.
Não é à toa que um presbiteriano, no início do século XX, aqui no
Brasil, nos acusou de sermos "hidrólatras", dada a importância
excessiva que atribuíamos à água.
Creio que, humildemente, como batistas, devemos estudar nossa história
com prazer e alegria. Viver nossa fé sempre em simplicidade com os
olhos abertos para os desvios de princípios que comumente estamos
praticando e que precisamos corrigir. Aprendermos a viver a vida
cristã santamente com outros santos cuja história é um pouco diferente
da nossa e perdermos um pouco dessa "xenofobia"

Josué Moura disse:

3 de novembro de 2008 às 11:39 am editar

É verdade! Os batistas não são protestantes…
O que é uma pena…
Mas é verdade…
Não protestam contra nada mesmo.
São indferentes historicosocioeconomicopoliticamente.
Ninguem nesse pais sabe direito que povo
é esse.
Mas, decididamente não é protestante.
Não protestam contra nada mesmo..
Aliás! Protestam sim!
Protestam uns contra os outros…
Pastores uns contra os outros…
Líderes uns contra os outros…
Organizações umas contra as outras…
Igrejas umas contra as outras…
Congregações contra igrejas mães…
Crentes uns contra os outros…
Famílias umas contra as outras…
Classes etárias umas contra as outras…
Modelos uns contra os outros…
Somos sim! Somos protestantes…
Mas, ainda: Que pena…
Ah se conhecêssemos mesmo o que seria ser
batista… esse país olharia para nós
com muito respeito e esperança.

jairo venancio silva disse:

4 de novembro de 2008 às 9:19 am editar

Fiquei feliz em ver como pode ser dado esclarecimento simples e
abalizado sobre aspectos importantes da nossa história, mas ao mesmo
tempo triste em ver que irmãos ou por ignorância ou por não terem
raízes naquilo que são, deturparem e mesmo ironizarem as informações
dadas.
Nós, por não darmos valor a quem nós somos, valorizamos o que os
outros são,que tristeza!
A obra batista, da qual fazemos parte precisa ser amada e valorizada
por seu grande trabalho, coerência e dimensão histórica, missionária
nacional e mundial , levando sempre o evangelho de forma pura clara e
penetrante no coração do homem.
Só os batistas o fazem assim, sem fantasias e invenções humanas.
A Deus toda glória por ter permitido aparecer e crescer um povo com
estas características.
Conheço pessoas que vieram de outros grupos e estão no nosso
meio,estes dão muito mais valor a nós que os nascidos conosco que
vivem olhando os outros e enfelizmente procurando imitá-los.
Sejamos mais coerentes, sérios, e assim contribuiremos mais para o
desenvolvimento da nossa denominação e consequentemente do reino do
nosso Deus.

jairo venancio silva disse:

4 de novembro de 2008 às 9:30 am editar

prezado irmão

no comentário que fiz não coloquei um título, se necessitar pode ser:

" Precisamos amar o que é nosso "

Casão disse:

4 de novembro de 2008 às 12:36 pm editar

O que eu acho engraçado é que estamos preocupados com o passado, o que
somos e o que não somos, enquanto milhares de pessoas estão indo para
o inferno.

é interessante saber nossa história. Mas até que ponto? Muda na forma
em que cremos e conhecemos nosso Deus? Aumenta o número de pessoas que
acreditarão na Bíblia?

Não achei este post relevante. Acho que não vale a pena discutir o
passado, mas sim planejar o futuro.

CROF disse:

4 de novembro de 2008 às 1:29 pm editar

Nosso alvo é Cristo, louvado seja Deus por isso, e outras denominações
tb assim pensam.
No passado fomos maltratados por religiões q hoje brilham e trilham o
caminho do Senhor. -Louvado seja!
Agora, a História é importante pq somos humanos e ainda não estamos na
Glória onde a perfeição se dá. Aqui, temos q nos conhecer e ao próximo
para melhor lidarmos, sobrevivermos em nossa fé e melhor nos fazermos
entender qdo da evangelização, para q muitos sejam salvos, para q não
se percam.
É muito importante conhecermos a História para termos uma
identificação qto denominação, ainda q pese ser Cristo a perfeita
identificação. Não podemos ficar flutuando entre Renovados,
Reformados, Carismáticos e outros mais. Temos q ter uma identificação,
senão, desistamos da Denominação e nos encaminhemos a uma outra qq com
princípios similares e identidade social maior, reconhecida.
Estamos no mundo, não estamos isolados, ainda não estamos na Glória,
logo, temos q agir como tal e sem perdermos o alvo.
Nossa História nos une e nos diferencia, não nos torna melhores, mas
mais conscientes.
Em Cristo,
Rachel.

Saulo Piloto disse:

4 de novembro de 2008 às 5:16 pm editar

Obrigado irmão Vital.

O preâmbulo explica em partes, mas não convence. Na prática, A Bíblia
é suficiente. O que dizer dos nossos irmãos batistas que viveram sem
declarações de fé, somente com a Bíblia e sua prática com a ajuda do
Espírito Santo….

Só quero acreditar que os que "amam" o ser batista, e toda nossa
origem, amem em mais alta estima o ser: Discípulo, santo, obediente,
praticante do amor ao próximo e um ganhador de vidas para o Senhor
Jesus Cristo. Pois o que me parece quando leio alguns artigos assim, é
que possivelmente tais irmãos e colegas de ministério renunciariam
várias coisas de valor para continuar sendo batistas, espero que
estejam dispostos a renunciarem por Cristo, quando no dia a dia são
confrontados pela carne ou pressionados pelo pecado.

Fiquei pensando em "adaptar" o texto de Jesus: "Ame os irmãos de
outras denominações"… Visto que o mandamento de Cristo é para amar até
os inimigos.

O que tenho feito constantemente é vigiar na prática, para não ser
orgulhoso por ser batista. Que o nosso orgulho seja em nossas
fraquezas e na cruz de Cristo, como nosso irmão exemplo Ap. Paulo.

Estamos juntos!!

Saulo

Thiago Velozo Titillo disse:

6 de novembro de 2008 às 10:42 am editar

Os batistas não são protestantes? Não são filhos da Reforma baseado em
quê? No testemunho de um romanista que escreveu que "os batistas foram
perseguidos nos últimos 1200 anos"?

O próprio texto diz que o nome "batista" foi dado aleatoriamente a
grupos "que podiam ou não ser ligados uns aos
outros, e foram conhecidos por nomes diferentes". Faça-me o favor…

É mui conveniente para quem quer ser a ÚNICA E VERDADEIRA IGREJA DE
CRISTO SOBRE A TERRA (síndrome de Roma?) alegar que os montanistas, os
novacianos, os donatistas, os albigenses, os valdenses eram batistas
perseguidos por 1200 anos. Isso merece algum crédito?

Devemos dizer que um dos pais da Igreja latina, Tertuliano (que
namorou com o montanismo) era batista por ter sido contra o batismo
infantil? Devemos então dizer que, se ele representa algo que os
batistas crêem ele era batista? Se for assim, então os batistas devem
defender a regeneração-batismal e a negação do perdão pós-batismo de
qualquer ato pecaminoso, pois foi por isso que ele repudiou o batismo
infantil (não só infantil, mas de jovens solteiros, aconselhando
deixar para perto da morte, em sua visão mágica do rito).

Não consigo crer que um batista sério possa defender o "rastro de
sangue", na tentativa insana de remontar aos apóstolos "na mais
romanista possível sucessão apostólica batista" (argh!). Pena que
muitos landmarkistas nem sabe que o são.

Sobre a ligação entre os batistas e os anabatistas e a perseguição
contra este segundo grupo (distinto do primeiro: batista é batista,
anabatista é anabatista), já escrevi bastante noutros locais deste
informativo. Não podemos buscar nossos ancestrais históricos neste
grupo. Eles eram fragmentados em vários grupos, cada um defendendo
suas doutrinas estranhas, dentre as quais podemos ver um docetismo
DEIsfarçado (deidade disfarçada, negando a união teantrópica de
Cristo); o sono da alma e o aniquilacionismo; eram anarquistas,
poligamistas, etc. Houve notáveis exceções, certamente.

Veja as nossa Confissões de Fé históricas (até mesmo a jovem DD da
CBB) e procure laços ancestrais com as crenças anabatistas. Ninguém
encontrará. Agora veja que ao defendermos a união teantrópica de
Cristo, a doutrina da existência consciente no estado intermediário, o
inferno eterno aos ímpios, a perseverança dos santos (os outros 4
pontos do calvinismo foram suprimidos na atual DD) estamos muito mais
vinculados historicamente à Reforma e aos reformadores do que aos
grupos hereges combatidos por eles.

Não concordo com a intolerância e a inquisição protestante, mas tanto
Lutero como Calvino e Zuínglio foram "filhos da sua época". Época em
que não reinava o relativismo pós-modernista de hoje e a tolerância
advinda do iluminismo. Logo, é fácil acusá-los quando pensamos no
ontem com a cabeça de hoje.

Ademais, o pensamento medieval não dava espaço para tolerância: era
matar ou morrer. Ou você suprime a fé do outro, ou a do outro te
engole. Nem os anabatistas eram tão bonzinhos como se pretende. Quando
tiveram a oportunidade de mostrar a sua intolerância, mostraram.
Apenas foram perseguidos por ser minoria. Se fossem maioria, passariam
de perseguidos para perseguidores, como tiveram ocasião de ser. Isso é
bem retratado na relação entre judeus e cristãos. Na igreja primitiva
os cristãos foram minoria e perseguidos… Mas a história mudou.

Vale lembrar, como bem expressou o Pr. Neander, que já fomos acusados
de "hidrólatras", coisa que os anabatistas nunca seriam, por serem
ASPERCIONISTAS. Os batistas, desde seus primórdios, em meados da
década de 1630, na Inglaterra, foram e são imersionistas. Os
anabatistas não eram e não são imersionistas. Talvez a aspesão seja um
dos poucos pontos de concordância prática entre os anabatistas e os
reformadores e um dos únicos pontos de discordância entre os batistas
e os [demais] reformados (além da eclesiologia).

Mas a fé batista é muito mais vinculada à Reforma do que desvinculada.
Há traços entre os batistas e a Reforma que não há entre batistas e
anabatistas.

Creio que os batistas deveriam se alegrar como filhos da bendita
Reforma que alcançou a Inglaterra. Entendo que somos frutos da
expansão da Segunda Reforma iniciada por Zuínglio e Calvino. Sei que
há controvérsias sobre nossa raíz histórica, mas esta é bem mais
compatível se atentarmos para as nossas Confissões de Fé compartadas
com a loucura landmarkista e a incongruência anabatista-batista.
Aliás, nossa Confissão de Fé de 1644 (antecipando em 4 anos a CFW)
busca repudiar totalmente qualquer ligação entre os batistas e os
anabatistas.

Quanto à alegação de não termos credos, a própria Bíblia tem centenas
de Confissões de fé (como a de Pedro em Mt 16.16, o shemá, etc.), que
são credos ("eu creio"). Quem escreveu isso deveria desconsiderar a DD
da CBB e todas aqueles cridas por nossos pais (1644, 1689, New
Hampshire, etc.): redutio ad absurdum.

Por fim, considero as palavras do Pr. Neander: "Deus sempre manteve e
manterá um remanescente fiel, independente do nome que queiramos dar".

Thiago

CROF -Folhadoliveira- disse:

6 de novembro de 2008 às 4:14 pm editar

Irmão Thiago Velozo Titillo -parente do Pr. Veloso?-
O irmão parece ser douto no assunto, pelas sitações enumeradas e,
ainda, parece se dedicar há tempo ao tema visto ter mencionado q vem
escrevendo aqui sobre o mesmo.
Lamento ter desconsiderado os seus textos, não por menosprezá-los, mas
por, simplesmente, não acessar o Informativo Batista -isto não me
isenta de culpa, mas tb não estamos aqui julgando a qq um q seja, não
é mesmo?
Irmão, com sua erudição, poderia nos indicar livros e/ou sites para
maiores exclarecimentos e, enqto isso, apesar do seu belo texto cheio
de argumentos, vou continuar me considerando totalmente desligada da
Igreja Católica, da reforma do seu sistema, iniciada por Lutero,
segundo se diz e Batista.
Ainda, parece q há concordância q os grupos mencionados eram pqnos,
logo, sem poderes para agirem conforme a época, com radicalismo, e
isto se tornou bênção.
De uma maneira toda pessoal não me considero "hidrólatra" e nem a
Igreja Batista, mas quem aí quiser se esconder em provocação, faça
como lhe aprouver.
Antes de me alongar mais, da minha humilde situação de apenas um
simples membro da IBatista, solicito indicações de leituras para seus
argumentos, ainda q isso não me faça compromissada com seu
posicionamento.
Louvo a Deus por todos q creram e crêem em Seu Filho para a salvação.
Bendigo ao Senhor pela misericórdia de nos ter proporcionado sempre um
q falasse.
Oro ao Senhor q nos ilumine e q não nos deixe dispersar, não nos deixe
sem uma identidade num mundo onde temos q provar quem somos para
termos voz, termos crédito.
Reitero q o Cristo é a Identidade maior, mas neste mundo teremos
aflições, precisamos nos preparar espiritualmente, intelectualmente e,
até, fisicamente.
Em Cristo,
Rachel.

Saulo Piloto disse:

6 de novembro de 2008 às 4:54 pm editar

A Bíblia é a palavra de Deus inspirada, os "credos" são palavras
humanas não inspiradas. ou não?

Quanto sua citação irmão Tiago:

A declaração de Pedro não foi humana (carne ou sangue que revelou), o
shema, é palavra de Deus e não de origem mosaica, a inspiração do
shema é do Senhor. (faltou um "c" no - reductio ad absurdum).

Até + ver irmãos…

Aqui não piso +…perdão se ofendi alguém, Deus conhece minhas motivações.

Estamos juntos!!

Saulo Piloto

Doriscélio de Souza Pinheiro disse:

6 de novembro de 2008 às 8:56 pm editar

não creio ser relevante discutirmos se nós os batistas somos ou não
protestante. antes do século XVII não havia Igreja Evangélica com o
nome de Batista. Isto ocorre entre 1610 na Holanda e 1614 na
Inglaterra. Eu sou Batista porque creio em todas as doutrinas,
príncipios e valores que os Batistas defendem; defendo ainda um Estado
laico. Não me preocupo se o governante é evangélico/protestante ou
não. Me preocupo no papel importante que a Igreja de Cristo tem de se
manter fiel ao NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO! Continuo
defendendo a absoluta separação entre a Igreja e o Estado. Quando
houver um presidente evangélico no Brasil, ele não será presidente só
dos evangélicos mas de todo povo brasileiro.

Thiago Velozo Titillo disse:

6 de novembro de 2008 às 11:41 pm editar

Irmã Rachel,

Graça e paz!

Não sou erudito, sou um curioso nato pelas origens do que creio. Um
mero estudante. Sou batista por convicção. Batista e Reformado.

Segue leituras que creio ser de grande valia:

Liberdade e Exclusivismo: Ensaio sobre os batistas ingleses, de Zaqueu
Moreira de Oliveira.
(É necessário fazer a distinção que o autor do livro omite entre
batistas e anabatistas, mas só pelas doutrinas, percebe-se numa
leitura superficial);

Livros de História da Igreja, como "O Cristianismo através dos
Séculos" ainda fazem uma leve distinção entre os anabatistas (p.
248-251) e os batistas como frutos da reforma puritana separatista na
Inglaterra (extensão da segunda reforma, iniciada em Genebra) - cf pp.
273-279. Há dois parágrafos na p. 276 que fala o que seria duas
ramificações batistas (Gerais e Particulares), mas os laços
doutrinários nos ligam aos Particulares (calvinistas, reformados) e
não aos gerais, que batizavam por derramamento como o próprio
parágrafo afirma.

Compare o livro de Zaqueu Moreira de Oliveira, falando sobre a
Declaração de Fé de Helwys, que afirma na p. 49 "que homens podem cair
da graça" com a nossa Declaração de Fé. Ele defendeu outras crenças
que os batistas hoje abominariam. Mas o livro o chama de "batista
geral".

É interessante ler alguns textos do site http://www.crbb.org.br

Ali há arquivado alguns documentos dos primórdios dos batistas.

Também é bom conhecer a crença de cada grupo que dizem ter laços
conosco, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos,
bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os livros de
História da Igreja podem te ajudar a ver que estes grupos não podem
ser nossos ancestrais devido as suas crenças, sobrando apenas os
puritanos e separatistas ingleses, filhos da reforma, como ancestrais
da fé batista

Um forte abraço.

Thiago

Thiago Velozo Titillo disse:

6 de novembro de 2008 às 11:47 pm editar

Vale conferir nossas antigas Confissões de Fé, credos e catecismos.
Coisa que os batistas de hoje pensam que nunca tiveram, mas aceitam
pacificamente a Declaração Doutrinária da CBB.

Procure as Confissões Londrinas (as primeiras confissões de fé batista):
- Confissão de Fé Batista de 1644;
- Confissão de Fé Batista de 1689;
- New Hampshire.

Vale a pena conferir e vermos no que sempre cremos, buscando ligar
estas crenças ao grupo histórico que as defendia. Isso será valioso na
descoberta da nossa origem.

Paz!

Josias José da Silva Santos disse:

16 de novembro de 2008 às 5:09 pm editar

SE NÃO PARTICIPAMOS DA REFORMA MAS SOFREMOS TAMBÉM COM ELA ISSO NÃO
IMPORTA MAIS, DEVEMOS HONRAR OS IRMÃOS QUE ANTES DA REFORMA JA CRIAM
QUE A SALV~ÇÃO E PELA GRAÇA. NÃO GOSTARIA DE ME TORNAR COMO MUITOS
IRMÃOS DE OUTRAS DENIMONAÇÕES QUE CONHECO, QUE SOMENTE A SUA É A
CERTA. QUERO SABER COMO SURGIU, E O ESTUDO DO IRMÃO FOI MUITO BOM
NISSO, EM OUTROS TEMPOS EU IRIA IMEDIATAMENTE TIRAR UM CÓPIA DESSE
ESTUDO E MOSTRAR AS PESSOAS QUE CITEI ACIMA, MAS GRAÇAS A DEUS QUE JÁ
PASSEI DESSA FASE DE BRIGAR. HOJE QUERO ESTAR BEM COM O MEU IRMÃO NA
FÉ E PODER DIZER: TENHO ORGULHO DE SER CRISTÃO E PERTENCER A UMA
IGREJA BATISTA. DEUS LHE ABENÇOE IRMÃO
Por SousaNeto, en: General