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Publicado el November 17th, 2008, 6:47

  1. Pr Guilherme disse:

    O interessante é que apesar de tudo, arrotamos de uma maneira até animalesca o fato de sermos "batistas" e de determos "uma benção especial" quando na verdade a grande massa não sabe, não é instruída e nem despertada para o fato de que os ungidos somos todos nós.

    Os extremos são doentios. Tanto o fato do ministério pastoral querer advogar para si o direito de supremacia sobre os outros como se fossem o portal que leva ao céu, como os irmãos "donos" da igreja utilizam do dispositivo "sacerdócio" para desprezarem orientação do pastor e quererem conduzir a igreja numa falsa democracia, que diga-se de passagem, fere completamente o princípio do sacerdócio universal do crente para com o outro crente. (conf Rm 14.1).

  2. Pr.Dirceu Pereira disse:

    Shalom! Você finaliza seu texto afirmando um atese e citando um outro comentário (é o que me parece), como a seguir:
    O sacerdócio do crente, portanto, significa que todos os cristãos são iguais perante Deus e na fraternidade da igreja local." E este tópico finaliza com um resumo: "Cada cristão, tendo acesso direto a Deus através de Jesus Cristo, é o seu sacerdote e tem a obrigação de servir de sacerdote de Jesus Cristo em benefício de outras pessoas".

    Digo eu: "Quem são essas pessoas a serem beneficiadas, já que elas também são sacerdotes?" Ou são as que ainda não aceitaram a Cristo, portanto não sendo ainda também sacerdotes do Senhor?
    Se vamos interceder como sacerdotes por alguém supôe-se que essa pessoa não seja sacerdote….se o fosse teria acesso direto como eu, não precisando de intercessão.
    O texto (sei que foi uma citação, não é a sua opinião) parece contraditório. Penso que o amado irmão deveria explicá-lo melhor.

  3. Edson Maciel Junior disse:

    A citação é parte dos Princípios Batistas, é um texto coletivo da visão teológica dos batistas. A idéia é simples: somos sacerdotes uns dos outros. É um principio que quebra a hierarquia e abre as possibilidades de ao mesmo tempo ou em momentos diferentes sermos sacerdotes uns dos outros. A Igreja (que somos nós) é sacerdotal. Neo-testestamentariamente somos todos sacerdotes uns dos outros e ora estou sendo sacerdote para o outro, ora o outro está sendo o meu sacerdote, ora somos sacerdotes concomitantemente uns dos outros, além da possibilidade de eu ser o sacerdote de mim mesmo. É claramente a quebra da hierarquização da função sacerdotal. Na teologia batista o pastor não é o único sacerdote na igreja, ele é um sacerdote entre os muitos sacerdotes que a igreja tem. Segundo Landers no livro Teologia dos Princípios Batistas (1986, p. 99) "o princípio do sacerdócio de cada crente coloca a responsabilidade do ministério sobre a igreja como o corpo de Cristo, não somente sobre o pastor individualmente". Por isso, afirma Landers (1986, p. 97) "a ordenação batista é uma função de cada igreja, não de associação, convenção ou outra organização".
    O ministério é da igreja, o corpo de Cristo (sacerdotes), e deve envolver ativamente todos os membros (sacerdotes) do corpo de Cristo (LANDERS, 1986, p. 94).

  4. Pr Guilherme disse:

    Toda declaração universal tem como princípio apontar direção, e creio não fechar qualquer questão, até porque no noso caso, evangélicos, a Bíblia é o único instrumento que pode reger a vida de um grupo.

    Eu entendo que o sacerdócio universal do crente é antes de tudo, universal, ou seja, abrange todas as áreas. Não somente como de costume acredita-se ficar apenas no âmbito da defesa de suas ações diante de Deus (livre acesso). O sacerdócio é para o outro senão perderia-se o sentido da função. O próprio exercicio sacerdotal do velho testamento e também o sumo-sacerdócio de Cristo apresentado pelo autor de Hebreus são apresentados como uma função mediadora. Portanto é válido sim pensar no outro como exercício do sacerdócio universal.

  5. Pr. Fabio Ramos disse:

    Caro Mestre,

    Obrigado por mais um texto que é fruto de sua perspectiva libertadora.

    Saudades de suas aulas na "colina"

  6. Celson P. Vargas - Pastor disse:

    Creio que devemos ensinar o sacerdócio universal rotineiramente em
    nossas igrejas como um instrumento para conscientizar os crentes,
    o corpo de Cristo, a igreja, de sua missão sacerdotal em dedicar-se
    como facilitador a outros para chegarem a este sacerdócio.
    Quanto aos estranhos princípios eclesiológicos e porque não acrescentar,
    bíblicos, que já é uma realidade em grande parte das igrejas batistas,
    precisamos sim, de vozes como a sua e de todos os pastores batistas
    para um retorno urgente aos nossos princípios batistas, que são, com
    certeza, bíblicos. O que tem me assustado muitas vezes é que, estamos
    emitindo discursos mas não os aplicando em nossas igrejas.

  7. Pr. Daniel Silva disse:

    muito bom asteses e os fatos que vocês nos trazem, mas os Batistas não são após a Reforma Protestante, que tal você explicar melhor sua Tese neste sentido,amado Clemir…. Há alguns " batistas " que afirmam o contrário em seus cultos, será que estes não precisariam de uma ajuda da Convenção Batista,ou até mesmo da OPBB e sua subseções para melhorar este conceito ? o quê necessariamente deveria então ser feito para que todos tenham a mesma idéia que há em nossos princípios e em nossa Filosofia e Princípios bíblicos. Afinal de contas, Clemir o quê fazer para que não aconteça em nossos arrais , o quê já estamos vendo acontecer em alguns pontos, através de casos isolados,tais como maldição hereditária,cai-cai,outras crenças piores, como a que vi sendo relatada por um membro de uma igreja batista onde em volta do altar de uma certa igreja batista batista no Rio de Janeiro foi feito um culto em volta do altar com queimas,sal grosso,óleo espalhado,cair na graça,coisas que mais parece um oferecimento não ao Deus vivo ,mas, sim a um outro deus. Afinal de contas,o quê fazer para tirar estas distorções que encontramos no meio batista de nossos dias que nada tem a ver com nossas crenças e idéias e desvirtuam nosso foco de ganhar vidas redimidas para Cristo ? Fico daqui acompanhando e penso que mais tarde você amado Clemir receberá uma Tese minha para sua reflexão e apontamentos onde afirmo, precisamos urgente voltar aos ideais de batistas, do contrário vamos continuar batendo no vento. E isto não tem sido bom. Deus nos capacite e ajude neste momento tão crucial.

  8. Pr. Daniel Silva disse:

    Os Batistas não existiam antes da Reforma Protestante ? Porque, então, afirmar que isto foi depois da Reforma Protestante ? No aguardo…

  9. David de Oliveira disse:

    Bom artigo. Será teórico ou prático?
    Esse ensinamento "esquecido", do sacerdócio de todos os crentes, está sendo (por força da inteligência e de revelação espiritual dos verdadeiros crentes), despertado pelo surgimento de vários mercenários ultimamente. Forçosamente é um caminho despertador, pois toda a árvore que produz maus frutos, com o tempo é reconhecida e nos força às reflexões antes nunca observadas, pelas amarras dos sectarismos promovidos pelos sacerdotes profissionais.
    david

Por InfoBatista, en: General