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Publicado el November 17th, 2008, 3:39

FRANCISCO EDSON DE SOUZA: SERÁ ELE O "SALVADOR DO PLANETA TERRA"?
SERÁ ELE O "SALVADOR DO PLANETA TERRA"?
O mundo queria… os Estados Unidos da América quiseram… e pela primeira
vez na história política norte-americana, um cidadão negro vai morar
na Casa Branca.
A vitória de Obama, filho de um muçulmano, negro, oriundo de uma
família de criadores de cabras do Quênia, e de uma norte-americana,
branca, protestante, foi muito festejada pela comunidade
internacional. Para esta, na figura do presidente eleito teria se
personificado o sepultamento da odiosa discriminação racial, marca
registrada dos Estados Unidos ao longo de toda a sua história.
Inegavelmente, o fato de Obama haver se tornado o homem mais poderoso
do planeta, é por demais significativo, porquanto projeta a imagem de
um país que deixa de lado seu conservadorismo histórico, para abrir as
portas à diversidade cultural. E, como os que defendem essa mesma
diversidade, advogam que dentro das culturas estão as religiões, que
são a sua própria alma, forçoso concluir que essa nova realidade vai
facilitar, também, a aproximação das várias crenças.
Mas, e nós que conhecemos as verdades irrefutáveis da Palavra de Deus,
que significado podemos extrair da vitória de Obama?
Durante um jantar beneficente, realizado em Nova Iorque, na reta final
de sua campanha à presidência dos Estados Unidos, ele declarou:
"Contrariamente aos rumores que ouviram, eu não nasci numa manjedoura.
Na realidade nasci em Krypton e fui enviado para aqui pelo meu pai,
Jor-El, para salvar o planeta Terra", numa referência ao Superman.
Estas palavras, dado seu relevante sentido, não podem passar
despercebidas para o povo de Deus que precisa, sobretudo em tempos
como estes, saber analisar os acontecimentos à luz das Profecias
Bíblicas. Ao dizer que não nasceu em uma manjedoura, Obama insinuou
que o Salvador do mundo não foi Aquele que veio há cerca de dois mil
anos, com a missão de resgatar a humanidade da morte eterna, mas que
ele próprio, "um homem-deus", recebeu a incumbência de salvar o nosso
planeta.
Preciosas afirmações do apóstolo João, reforçam a tese de que alusões
como estas não podem ser consideradas meras figuras de retórica:
"Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo,
também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que
é a última hora. Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é
o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho" (I João
2.18,22).
Dentro desta mesma análise, torna-se imperioso destacar o teor do
discurso proferido, em julho passado, na Alemanha, para mais de 200
mil pessoas que se acotovelavam junto ao Portão de Brandenburgo, por
aquela que estava se tornando a mais nova celebridade mundial: o então
candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama. A
reunião ocorreu nos arredores da coluna da Vitória, a poucos metros do
local onde, há menos de duas décadas, encontrava-se, intocável, o Muro
de Berlim. O histórico encontro serviu para difundir e, ao mesmo
tempo, consolidar a imagem de um político sem fronteiras.
Na ocasião, Obama insistiu na necessidade de se buscar a paz e a
justiça social, em nível global, através da união dos povos, a partir
de uma cidadania universal e de uma religiosidade única, conforme
destacou em vários trechos de seu discurso - 'Um Mundo que Se Ergue
Unido' -, que foram transcritos a seguir:
"Olhe para Berlim, onde os buracos de balas nos prédios e os sombrios
pilares e pedras, perto do Portão de Brandemburgo, nos lembram que
jamais devemos esquecer nossa humanidade comum… …população do mundo,
olhe para Berlim, onde um muro foi derrubado, um continente se uniu, e
a história provou que não existe desafio grande demais para um mundo
que se ergue unido… …o século 21 revelou um mundo mais interligado que
em qualquer outro momento da história humana… …não podemos nos dar ao
luxo de sermos divididos… …nenhuma nação isolada, por grande ou
poderosa que seja, é capaz de superar tais desafios sozinha… …e, se
formos honestos uns com os outros, saberemos que às vezes, de ambos os
lados do Atlântico, nos distanciamos uns dos outros e nos esquecemos
de nosso destino compartilhado… …as responsabilidades da cidadania
global continuam a nos unir… …parceria e cooperação entre nações não é
uma escolha: é o único caminho, o único, para protegermos nossa
segurança comum e promovermos a causa de nossa humanidade comum… …o
maior perigo de todos é permitir que novos muros nos dividam e
separem… …os muros entre velhos aliados de cada lado do Atlântico não
podem continuar… …os muros entre os países que têm mais e os que têm
menos não podem continuar… …os muros entre raças e tribos, entre
nativos e imigrantes, entre cristãos, muçulmanos e judeus, não podem
permanecer… …hoje, são esses os muros que precisamos derrubar… …não
apenas os muros foram derrubados em Berlim, mas foram derrubados em
Belfast, onde protestantes e católicos encontraram uma maneira de
conviver… …somos capazes de nos unir numa parceria nova e global…
…somos capazes de ficar ao lado da imensa maioria dos muçulmanos que
rejeitam o extremismo que conduz ao ódio, em lugar da esperança… …é
hora de… reduzir os arsenais de outra era… …este é o momento de buscar
um comércio que seja livre e justo para todos… …este é o momento em
que precisamos nos unir para salvar este planeta… …vamos acolher
imigrantes de outros países e rejeitar a discriminação contra aqueles
que não se parecem conosco ou não oram como nós oramos…? …povo de
Berlim, povo do mundo, este é nosso momento… …este é nosso tempo… …que
possamos viver livres de medo e livres de pobreza… …que possamos nos
expressar e nos reunir com quem quisermos e orar da maneira como nos
apraz… …é na defesa dessas aspirações que uma nova geração, nossa
geração, precisa imprimir sua marca no mundo…" .
Seria possível confrontarmos as proposições de Barack Obama, com as
palavras do texto de I João 2.18,22, acima transcritas, sem chegarmos
à conclusão de que o novo presidente dos Estados Unidos veio para
reforçar o elenco de 'anticristos'? Afinal de contas, com a difusão de
conceitos de uma cidadania global, prosperidade universal e
confluência das várias religiões, não estaria ele ajudando a
"pavimentar" a estrada pela qual virá o 'messias' da Nova Era? Acerca
deste, escreveu o apóstolo Paulo: "… o homem do pecado, o filho da
perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama
Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de
Deus, querendo parecer Deus" (II Tess. 2.3-4).
Oportuno lembrar, que a esse 'seleto' elenco de 'anticristos',
pertenceram alguns outros 'atores globais'. Uns, protagonistas;
outros, meros coadjuvantes. Do primeiro grupo, merece destaque o então
secretário-geral do partido comunista soviético, Mikhail Gorbachev,
que emprestou seu 'talento' para que pudesse ser levada a cabo a
perestroika - palavra russa que literalmente significa reconstrução -,
o projeto de reforma que conduziu à extinção do regime comunista
soviético, no final dos anos 80. A exemplo de Gorbachev, o
ex-chanceler alemão Helmut Kohl, também desempenhou um papel de
destaque naquele mesmo período da história, porquanto coube a ele
implementar o programa de reunificação da Alemanha. A par destes,
nomes como o do papa João Paulo II, e dos ex presidentes
norte-americanos Ronald Reagan, George Bush e Bill Clinton, além de
outros estadistas mundias, que dos bastidores auxiliaram e continuam
auxiliando na consecução do mesmo objetivo, qual seja, o de eliminar
as fronteiras das nações hoje existentes, a fim de que seja instalada
uma Nova Ordem Mundial.
Concluindo, seria dispensável dizer que Barack Hussein Obama não é o
salvador do nosso planeta, ao contrário do que afirmou. No entanto, em
face de todas as evidências, torna-se absolutamente impossível negar
que o presidente eleito para governar a nação mais poderosa do
planeta, chegou para assumir o papel de mais um importante construtor
do cenário que servirá de palco para a "encenação" daquele que no
futuro, avocará para si a condição de Deus. Esse cenário terá como
tripé de sustentação, uma economia única, uma religião única e um
governo único, o do Anticristo. Este implantará seu reino na Terra,
para nela governar durante um período de sete anos, chamado de a
grande tribulação, após a Igreja de Jesus Cristo haver sido levada
pelo Seu Senhor, no glorioso arrebatamento.

Um abraço,

E que Deus o abençoe grandemente.

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Por SousaNeto, en: General