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Publicado el November 18th, 2008, 20:05

Morreu Eloá. Lindemberg não morreu, mas, se acabou, na ânsia de matar a sua deusa.

Deus nunca morre, mas, deusa só de nome pode morrer pelas mãos do seu falso amor.

Mas, Eloá menina ainda sobrevive, com seu coração, com seus rins, com seus pulmões...

Todos esperavam o final feliz dos sequestros-shows, até a polícia que mandou a ex-sequestrada para negociar; a polícia também tem coração...

O surto do Lindemberg não acabou, arrombaram a porta, como na ficção, atirou!

Queria morrer e registrar o "The end", mas, a polícia não atirou; a polícia não respeitou o seu script.

Seu sonho macabro virou tragédia real, para ele, também. Sequestrou todo o Brasil, matou um pedaço de cada brasileiro que ainda acredita no amor. Lindemberg não amava ninguém, só queria aparecer e ser manchete.

A menina de quinze anos que teria uma esperança de vida de setenta e cinco anos; perdeu sessenta ou mais em Santo André-SP no final da semana que passou.

E chocou o país neste drama ao vivo da tv.

Perdeu quatro vezes mais do que viveu. Perdeu na sua casa, sua fortaleza, perdeu no seu amor juvenil, o único.

A menina que tinha Deus no nome, El, só perdeu.

Ter Deus no nome não garante nada; o importante é ter Deus na vida, no coração, na mente, nos atos, nos sonhos, nas parcerias, na convivência, nos relacionamentos...

Já li a opinião de dois pastores batistas que dizem que os atiradores de elite deveriam ter matado o namorado, pois ele era um seqüestrador.

Matar é fácil, difícil é explicar porque se matou.

Quando pastores defendem a morte, com tanta simplicidade, alguma coisa anda errada, mas, este não é o nosso tema.

Com um circo tão bem montado, com tv e polícia; o jovem doente se sentia o tal.

As análises sociológicas se multiplicam, cada um tem uma idéia, uma solução.

Os pais de Eloá perderam um pedaço de vida, para eles não existem mais soluções, só Cristo.

Doaram os órgãos, pedaços da máquina de Eloá, gesto de amor, mas, não é Eloá.

Talvez as drogas façam parte desta trágica cena, elas fazem parte do cotidiano das famílias brasileiras.

A tv por um lado alimenta o circo da tragédia porque vende, por outro, estimula o sexo entre os jovens.

Transformando Eloás em astros e Lindembergs em super astros, ela, mocinha, ele, o bandidão.

Transforma a tragédia em novela, a tragédia em big-brother.

Audiência, comercial, faturamento. Amor, ódio, doença, polícia despreparada.

Equação rica no apartamento simples de Santo André.

E a maioria de Eloás e Lindembergs, sem espaço, sobrevivem, atrapalhando a construção como diz a música popular.

A simbiose se tornou em dualidade, em segundos:

Ela vacilou! Tem que morrer.

Nossos jovens se prendem, voluntariamente, no inferno, pensando que é o céu.

“E que conhecereis a Verdade, e a Verdade vós libertará”.

Nossa responsabilidade é falarmos mais e mais desta Verdade, para que eles se libertem.

E que todas as Eloás vivam setenta e cinco anos ou mais, com Cristo.

E com Cristo terão a vida eterna que é o céu, de verdade.

Vital.

Por InfoBatista, en: General