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Publicado el November 19th, 2008, 19:21

José Miguel Mendoza Aguilera

POR UMA IGREJA PÓS-MODERNA

José Miguel Mendoza Aguilera –

 http://www.inteligenciateologica.blogspot.com/

Falar da igreja evangélica não é uma tarefa das mais fáceis, em razão da complexidade estrutural do mundo evangélico. A formação do protestantismo de missões e o surgimento do movimento pentecostal, no fim do século passado e início do século XX, e ainda o surgimento do movimento carismático e de comunidades evangélicas nas últimas décadas, como também um grande número de organizações evangélicas desvinculadas das igrejas tradicionais, fez da igreja evangélica um estrato social de difíceis contornos para uma clara definição .
Isto posto, queremos somente delinear o nosso objeto de reflexão, limitando a identificação "evangélico" às denominações históricas tradicionais que resultam do movimento missionário do século passado, vindo dos Estados Unidos e da Europa para o Brasil, e também às denominações do movimento pentecostal e carismático que tiveram, de certa forma, origem no Brasil dentro de suas denominações históricas e conservaram os aspectos básicos de sua eclesiologia e as doutrinas principais. Excluímos os movimentos neo-pentecostais ou o "pentecostalismo autônomo "
Diante desta igreja evangélica brasileira, indicamos agora que meu propósito é levar o leitor a pensar no desafio do terceiro milênio que estamos vivendo. A igreja evangélica brasileira deve lançar um olhar para o futuro, mas esse olhar não deve ser exclusivamente um "olhar escatológico" na tentativa de visualizarmos mais próxima a vinda do Senhor . Temos de objetivar uma reflexão para o exercício de um ministério eficaz, em que a pregação do evangelho seja de fato uma real encarnação do evangelho e do amor de Deus, e não um mero discurso . Temos de decidir, hoje, o início da transformação da igreja , para que amanhã ela não se constitua um museu religioso e perca sua mensagem profética do evangelho .

ONDE ESTAMOS POR CAUSA DO PASSADO

Sem dúvida, a chegada e a inserção do evangelho trazido pelos missionários protestantes no século passado ocorreram num momento histórico e social propício dentro do contexto brasileiro .De fato, talvez não poderia haver momento melhor. No entanto, houve uma acomodação e não se aceitaram os desafios que a sociedade brasileira e sua evolução exigiam. Por isso, verificou-se um descompasso com a realidade (o que é sentido ainda hoje ), em termos de resposta às questões que a sociedade sofre e quanto às soluções que busca para seus problemas. A construção da igreja evangélica ficou atrelada as formas do passado. As mudanças exigidas pela sociedade em desenvolvimento vieram acontecer sempre tardiamente quando novas mudanças eram exigidas.
Tal foi a tônica marcante de mais de um século de existência da igreja evangélica no Brasil. Ela não conseguia mostrar a eficácia de sua fé , pois as questões que os membros locais sofriam no cotidiano geralmente eram tratadas de forma anacrônica, com as soluções do passado servindo para todas as épocas , de maneira descontextualizada. Isso porque os pensadores brasileiros não podiam efetivar uma fé "autóctone" , uma cosmovisão que fosse bíblica e com "cheiro caboclo ".Essa ausência gerou uma falta de criatividade ético-teológico-pastoral, como também revelou a carência de uma visão proléptica . Não havia uma reflexão diante das grandes mudanças sociais, políticas e culturais, que deveria ter preparado a igreja nos aspectos éticos, sociais e econômicos pelos quais ela foi questionada. A igreja no seu discurso se limitou a defender a fé apologeticamente produzindo um discurso de guerra mas não de transformação da sociedade. Dessa forma criou sua redoma na qual observava as crises da sociedade desenvolvendo uma nova marca no seu discurso que caracterizou os anos 80: o apocalipse estava às portas do seu cumprimento. Deve ser lembrado que no ano de 1982 se pregava a respeito do alinhamento dos planetas que segundo os "profetas de plantão"fariam desaparecer r grande parte das cidades do Rio de Janeiro e Santos.
Eis, então, o que nos preocupa em relação ao terceiro milênio e nos motiva a escrever este artigo: a igreja precisa sempre estar preparada para o futuro. Ela não precisa olhar para suas raízes e repetir a história. As raízes foram lançadas cabe agora produzir os frutos como os irmãos do passado o fizeram dentro do seu contexto político-social. A igreja é viva para construir a história tendo como modelos os nosso irmãos do livro de Atos e também aqueles chegaram no Brasil trazendo o evangelho que modificou não somente a teologia da época mas também a educação, o livre pensar, o sistema político. Pode-se discordar das suas formas e alianças, mas não se pode negar a história de impacto
Gostaríamos de apresentar algumas características da igreja evangélica no Brasil , traços que nos últimos tempos vêm marcando sua vida . Queremos lembrar que estamos tratando a igreja num aspecto amplo , e não em níveis locais ou particulares, e ao mesmo tempo já nos conscientizamos da complexidade desse " movimento evangélico" . Ademais, na linguagem do sociólogo religioso Roger Bastide, existem alguns "brasis" dentro deste grande Brasil, transformando-o numa terra de contraste.

Doutrina Rígida porém Passiva na Justiça Profética

Descobertos os escândalos sexuais, observam-se problemas noutros níveis : facções , inimizades , atos inquisitoriais , "pressões políticas" , divisão e competição no Corpo de Cristo, idolatria ministerial e denominacional , materialismo , passividade diante das injustiças e opressões dos órfãos , viúvas, estrangeiros , pobres , deficientes. Além disso, havia uma imobilidade diante do avanço do satanismo, do sacrifício de crianças — em termos de magia negra e dos grupos exterminadores — do ocultismo etc. George Verwer, fundador da Operação Mobilização , indica que , se a doutrina não inclui amor , humildade e quebrantamento , então ela não é sã . Aponta ainda que a praga de hoje é a ortodoxia sem amor, a ortodoxia sem poder, a ortodoxia sem a vida de nosso Senhor Jesus Cristo. O que queremos mostrar é que não desprezamos uma doutrina que seja bíblica, rotundamente não, mas que a ortodoxia é compatível com a ortopraxia , sendo , confirmada e vivenciada dentro dela . Não podemos negar que a igreja , lamentavelmente, vive uma crise de integridade, mas esta não está limitada ao contexto da questões da sexualidade. Este é o discurso marcante do protestantismo evangélico. Mas o discurso profético foi espiritualizado por uma prática de declarações espiritualizadas que nada tem a ver com aquilo que os profetas do Antigo Testamento proclamavam

Polarização Teológica

.Fruto do questionamento da sociedade , ou ainda das classes menos favorecidas , o povo brasileiro deseja saber, a exemplo do rei Zedequias numa entrevista com o profeta Jeremias : "Há alguma palavra da parte do Senhor ? Respondeu Jeremias: Há... " (Jr 37:17) . Existem pouquíssimos Jeremias que respondem essa pergunta. Assim , a polarização se dá entre uma igreja "espiritualizada" , com características ascéticas e anacoretas , trazendo uma mensagem desencarnada da realidade brasileira, e outra com uma mensagem de libertação , de revolução social , mas que esquece da natureza pecaminosa do homem , que o leva a agir frontalmente contra a vontade de Deus . Que fazer ? O velho filósofo grego dá uma resposta : "A virtude está no meio ". Aliás, a Bíblia apresenta esse caminho , de Gênesis a Apocalipse.
A igreja precisa com urgência vencer a polarização teológica , descobrindo que deve ser uma comunidade , ou um organismo vivo , cuja marca precípua é a vida eterna em Jesus Cristo , mas que essa vida deve ser manifestada no mundo . A vida eterna já começou ,aqui e agora, em contraposição às forças e formas desumanizantes que matam : "o ladrão só vem para roubar , matar e destruir ; mas Eu vim para que as ovelhas tenham vida e vida completa" (Jo 10:10) . A igreja é convocada a anunciar essa vida completa e ,assim , desqualificar as forças do ladrão que hoje se têm multiplicado e pluralizado.

Crise "Avivamentalista "

Realizam-se e ouvem-se debates , encontros , reuniões , cultos e clamores fervorosos em torno da chegada de um avivamento . Devo dizer que não sou , e nunca serei, contra um verdadeiro avivamento nas terras do Cruzeiro do Sul. Mas devemos nos perguntar : qual é o avivamento de que precisamos? Ou ainda, quais são as características que um verdadeiro avivamento deve Ter no Brasil? Sem dúvida, o texto bíblico será apontado como fonte primária de informações, e ainda serão acrescentados exemplos históricos de avivamentos , desde os tempos de Israel até hoje. Haverá lembranças do avivamento do rei Josias; de Elias no monte Carmelo; da igreja no livro de Atos; das igrejas sub-apostólicas; da igreja britânica primitiva, no quinto século; do avivamento dos valdenses, em 1184; do avivamento na Boêmia, 1315 ; da Reforma Protestante do século XVI ; dos Wesleys e do fervoroso início do metodismo , no século XVIII ; do avivamento de Gales , no século XIX ; etc. Tudo isso prova justamente que é possível existir um avivamento !
Entretanto , ao olhar esses avivamentos bíblico-históricos , não podemos esquecer o momento histórico do avivamento . Os avivamentos que aconteceram no passado só serviram para a sua época, seu mundo , sua situação .Por isso, torna-se necessário definir , caracterizar e descobrir o avivamento de que precisamos para este fim de século , sem características anacrônicas. Devemos conhecer o mundo que nos rodeia e pedir ao Deus do avivamento que envie o avivamento de que o Brasil precisa, com suas características e suas particularidades . E, ainda, que nos dê o discernimento para percebermos que este avivamento começou, ou nos ilumine para que vejamos quando começar.

ONDE ESTAMOS POR CAUSA DO PASSADO

Sem dúvida, a chegada e a inserção do evangelho trazido pelos missionários protestantes no século passado ocorreram num momento histórico e social propício dentro do contexto brasileiro .De fato, talvez não poderia haver momento melhor. No entanto, houve uma acomodação e não se aceitaram os desafios que a sociedade brasileira e sua evolução exigiam. Por isso, verificou-se um descompasso com a realidade (o que é sentido ainda hoje ), em termos de resposta às questões que a sociedade sofre e quanto às soluções que busca para seus problemas. A construção da igreja evangélica ficou atrelada as formas do passado. As mudanças exigidas pela sociedade em desenvolvimento vieram acontecer sempre tardiamente quando novas mudanças eram exigidas.
Tal foi a tônica marcante de mais de um século de existência da igreja evangélica no Brasil. Ela não conseguia mostrar a eficácia de sua fé , pois as questões que os membros locais sofriam no cotidiano geralmente eram tratadas de forma anacrônica, com as soluções do passado servindo para todas as épocas , de maneira descontextualizada. Isso porque os pensadores brasileiros não podiam efetivar uma fé "autóctone" , uma cosmovisão que fosse bíblica e com "cheiro caboclo ".Essa ausência gerou uma falta de criatividade ético-teológico-pastoral, como também revelou a carência de uma visão proléptica . Não havia uma reflexão diante das grandes mudanças sociais, políticas e culturais, que deveria ter preparado a igreja nos aspectos éticos, sociais e econômicos pelos quais ela foi questionada. A igreja no seu discurso se limitou a defender a fé apologeticamente produzindo um discurso de guerra mas não de transformação da sociedade. Dessa forma criou sua redoma na qual observava as crises da sociedade desenvolvendo uma nova marca no seu discurso que caracterizou os anos 80: o apocalipse estava às portas do seu cumprimento. Deve ser lembrado que no ano de 1982 se pregava a respeito do alinhamento dos planetas que segundo os "profetas de plantão"fariam desaparecer r grande parte das cidades do Rio de Janeiro e Santos.
Eis, então, o que nos preocupa em relação ao terceiro milênio e nos motiva a escrever este artigo: a igreja precisa sempre estar preparada para o futuro. Ela não precisa olhar para suas raízes e repetir a história. As raízes foram lançadas cabe agora produzir os frutos como os irmãos do passado o fizeram dentro do seu contexto político-social. A igreja é viva para construir a história tendo como modelos os nosso irmãos do livro de Atos e também aqueles chegaram no Brasil trazendo o evangelho que modificou não somente a teologia da época mas também a educação, o livre pensar, o sistema político. Pode-se discordar das suas formas e alianças, mas não se pode negar a história de impacto
Gostaríamos de apresentar algumas características da igreja evangélica no Brasil , traços que nos últimos tempos vêm marcando sua vida . Queremos lembrar que estamos tratando a igreja num aspecto amplo , e não em níveis locais ou particulares, e ao mesmo tempo já nos conscientizamos da complexidade desse " movimento evangélico" . Ademais, na linguagem do sociólogo religioso Roger Bastide, existem alguns "brasis" dentro deste grande Brasil, transformando-o numa terra de contraste.

Doutrina Rígida porém Passiva na Justiça Profética

Descobertos os escândalos sexuais, observam-se problemas noutros níveis : facções , inimizades , atos inquisitoriais , "pressões políticas" , divisão e competição no Corpo de Cristo, idolatria ministerial e denominacional , materialismo , passividade diante das injustiças e opressões dos órfãos , viúvas, estrangeiros , pobres , deficientes. Além disso, havia uma imobilidade diante do avanço do satanismo, do sacrifício de crianças — em termos de magia negra e dos grupos exterminadores — do ocultismo etc. George Verwer, fundador da Operação Mobilização , indica que , se a doutrina não inclui amor , humildade e quebrantamento , então ela não é sã . Aponta ainda que a praga de hoje é a ortodoxia sem amor, a ortodoxia sem poder, a ortodoxia sem a vida de nosso Senhor Jesus Cristo. O que queremos mostrar é que não desprezamos uma doutrina que seja bíblica, rotundamente não, mas que a ortodoxia é compatível com a ortopraxia , sendo , confirmada e vivenciada dentro dela . Não podemos negar que a igreja , lamentavelmente, vive uma crise de integridade, mas esta não está limitada ao contexto da questões da sexualidade. Este é o discurso marcante do protestantismo evangélico. Mas o discurso profético foi espiritualizado por uma prática de declarações espiritualizadas que nada tem a ver com aquilo que os profetas do Antigo Testamento proclamavam

Polarização Teológica

.Fruto do questionamento da sociedade , ou ainda das classes menos favorecidas , o povo brasileiro deseja saber, a exemplo do rei Zedequias numa entrevista com o profeta Jeremias : "Há alguma palavra da parte do Senhor ? Respondeu Jeremias: Há... " (Jr 37:17) . Existem pouquíssimos Jeremias que respondem essa pergunta. Assim , a polarização se dá entre uma igreja "espiritualizada" , com características ascéticas e anacoretas , trazendo uma mensagem desencarnada da realidade brasileira, e outra com uma mensagem de libertação , de revolução social , mas que esquece da natureza pecaminosa do homem , que o leva a agir frontalmente contra a vontade de Deus . Que fazer ? O velho filósofo grego dá uma resposta : "A virtude está no meio ". Aliás, a Bíblia apresenta esse caminho , de Gênesis a Apocalipse.
A igreja precisa com urgência vencer a polarização teológica , descobrindo que deve ser uma comunidade , ou um organismo vivo , cuja marca precípua é a vida eterna em Jesus Cristo , mas que essa vida deve ser manifestada no mundo . A vida eterna já começou ,aqui e agora, em contraposição às forças e formas desumanizantes que matam : "o ladrão só vem para roubar , matar e destruir ; mas Eu vim para que as ovelhas tenham vida e vida completa" (Jo 10:10) . A igreja é convocada a anunciar essa vida completa e ,assim , desqualificar as forças do ladrão que hoje se têm multiplicado e pluralizado.

Crise "Avivamentalista "

Realizam-se e ouvem-se debates , encontros , reuniões , cultos e clamores fervorosos em torno da chegada de um avivamento . Devo dizer que não sou , e nunca serei, contra um verdadeiro avivamento nas terras do Cruzeiro do Sul. Mas devemos nos perguntar : qual é o avivamento de que precisamos? Ou ainda, quais são as características que um verdadeiro avivamento deve Ter no Brasil? Sem dúvida, o texto bíblico será apontado como fonte primária de informações, e ainda serão acrescentados exemplos históricos de avivamentos , desde os tempos de Israel até hoje. Haverá lembranças do avivamento do rei Josias; de Elias no monte Carmelo; da igreja no livro de Atos; das igrejas sub-apostólicas; da igreja britânica primitiva, no quinto século; do avivamento dos valdenses, em 1184; do avivamento na Boêmia, 1315 ; da Reforma Protestante do século XVI ; dos Wesleys e do fervoroso início do metodismo , no século XVIII ; do avivamento de Gales , no século XIX ; etc. Tudo isso prova justamente que é possível existir um avivamento !
Entretanto , ao olhar esses avivamentos bíblico-históricos , não podemos esquecer o momento histórico do avivamento . Os avivamentos que aconteceram no passado só serviram para a sua época, seu mundo , sua situação .Por isso, torna-se necessário definir , caracterizar e descobrir o avivamento de que precisamos para este fim de século , sem características anacrônicas. Devemos conhecer o mundo que nos rodeia e pedir ao Deus do avivamento que envie o avivamento de que o Brasil precisa, com suas características e suas particularidades . E, ainda, que nos dê o discernimento para percebermos que este avivamento começou, ou nos ilumine para que vejamos quando começar.

O FUTURO QUE NOS ESPERA POR CAUSA DO PRESENTE

Ao observarmos a história da humanidade , podemos ver o seu crescimento demográfico. No primeiro século da era cristã , a população mun dial beirava os 250 milhões de habitantes , e 15 séculos mais tarde chegava perto dos 500 milhões . Dois séculos e meio mais tarde , porém , a população alcançou o seu primeiro bilhão de pessoas , e um século depois já beirava os dois bilhões . Em 1980, 70 anos mais tarde , a população dobrava mais uma vez e a estimativa da população mundial para o ano de 2000 é de mais de 6 bilhões . Isso trouxe uma "congestão urbana" , pois a grande maioria dos homens passou a viver nos grandes centros urbanos . A cidade de São Paulo será a terceira mais populosa do mundo até 2010, segundo relatório Perspectivas Mundiais de Urbanização de 2007, da ONU (Organização das Nações Unidas).Em 2 anos, a cidade deverá ter 19,6 milhões de habitantes, sendo que atualmente, São Paulo possui 18,8 milhões de pessoas vivendo em seu território, o que a torna a quinta cidade mais populosa.
Assim , estima-se que 80% da população estará vivendo nos centros urbanos . Esse crescimento foi tão acelerado que os técnicos convencionaram chamá-lo de " explosão demográfica " .
Surge ,então , outro problema: o êxodo rural . A emigração para os centros urbanos é um fenômeno mundial . É falso crer que a cidade atrai pelo seu encanto e excitação . Na maioria dos casos ( 80%) , a única motivação de tal movimento é o dinheiro . Citamos o que foi escrito na década de 90 nos jornais "...60 milhões mudarão para as cidades a cada ano e na década de 2020 [ espera-se ] que 90 milhões mudem para as cidades a cada ano" trazendo consigo a destruição da natureza e a queda na produção de alimentos , sem esquecer os conflitos sociais que esse "inchamento" trará as cidades. Nas palavras de Ralph W. Neighbour, de Houston, Texas:
Outro fator da imigração às cidades é o chamado grupo dos " marginalizados" , o qual nunca volta à sua terra e aos seus parentes . Essas pessoas são os fugitivos , os rejeitados socialmente. As mulheres estéreis não têm lugar no campo . As viúvas da mesma forma ... as prostitutas , os párias feridos , procedem desses grupos , os quais carecem de tudo quando chegam nas cidades . Extraindo o dinheiro das únicas fontes possíveis : a prostituição e o lixo...são literalmente barcos sem leme... Precisamos reconhecer que taxamos o evangelho muito alto para os pobres das zonas urbanas... Não podemos pensar em modelos de evangelização urbana sem tomar em conta os pobres.
Essa citação introduz um novo problema , agora no aspecto social : pobreza , miséria , desemprego , marginalização . Ainda foi dito " A modernização industrial criará trabalhos mais interessantes e rendosos. Vai, em contrapartida, exigir menos trabalhadores , gerando desemprego." . A década de 90 ensino que, em 60 anos de industrialização , o Brasil gerou três categorias sociais: ricos, pobres e indigentes . Estes últimos são milhões de pessoas que se tornam um desafio não só para os poderes do governo , mas também para a igreja . E a igreja deve perguntar a si própria quando projetar o futuro de suas atividades ministeriais:o que fazer no quadro trágico do Brasil de hoje ?
Alvin Toffler descreve o mundo emergente superindustrial como o da "transitoriedade" que se constitui no epitáfio da permanência . Essa transitoriedade afetará "afetará o próprio modo de como "sentimos" o mundo à nossa volta" , penetrará e tingirá "nossa consciência , afetando radicalmente o modo como nos relacionamos com as outras pessoas , com as coisas , com todo um universo de idéias , arte e valores... A transitoriedade , de fato , pode ser definida bastante especificamente em termos de taxa com que nossos relacionamentos mudam". Num mundo urbano cada vez menos estável , onde, devido à economia , as famílias mudam de residência a cada dois anos , como a igreja evangélica vai lidar com a transitoriedade — primeiramente de seus próprios membros e, em segundo lugar dos habitantes da região abrangida por seu ministério ?

Ao observarmos a história da humanidade , podemos ver o seu crescimento demográfico. No primeiro século da era cristã , a população mun dial beirava os 250 milhões de habitantes , e 15 séculos mais tarde chegava perto dos 500 milhões . Dois séculos e meio mais tarde , porém , a população alcançou o seu primeiro bilhão de pessoas , e um século depois já beirava os dois bilhões . Em 1980, 70 anos mais tarde , a população dobrava mais uma vez e a estimativa da população mundial para o ano de 2000 é de mais de 6 bilhões . Isso trouxe uma "congestão urbana" , pois a grande maioria dos homens passou a viver nos grandes centros urbanos . A cidade de São Paulo será a terceira mais populosa do mundo até 2010, segundo relatório Perspectivas Mundiais de Urbanização de 2007, da ONU (Organização das Nações Unidas).Em 2 anos, a cidade deverá ter 19,6 milhões de habitantes, sendo que atualmente, São Paulo possui 18,8 milhões de pessoas vivendo em seu território, o que a torna a quinta cidade mais populosa.
Assim , estima-se que 80% da população estará vivendo nos centros urbanos . Esse crescimento foi tão acelerado que os técnicos convencionaram chamá-lo de " explosão demográfica " .
Surge ,então , outro problema: o êxodo rural . A emigração para os centros urbanos é um fenômeno mundial . É falso crer que a cidade atrai pelo seu encanto e excitação . Na maioria dos casos ( 80%) , a única motivação de tal movimento é o dinheiro . Citamos o que foi escrito na década de 90 nos jornais "...60 milhões mudarão para as cidades a cada ano e na década de 2020 [ espera-se ] que 90 milhões mudem para as cidades a cada ano" trazendo consigo a destruição da natureza e a queda na produção de alimentos , sem esquecer os conflitos sociais que esse "inchamento" trará as cidades. Nas palavras de Ralph W. Neighbour, de Houston, Texas:
Outro fator da imigração às cidades é o chamado grupo dos " marginalizados" , o qual nunca volta à sua terra e aos seus parentes . Essas pessoas são os fugitivos , os rejeitados socialmente. As mulheres estéreis não têm lugar no campo . As viúvas da mesma forma ... as prostitutas , os párias feridos , procedem desses grupos , os quais carecem de tudo quando chegam nas cidades . Extraindo o dinheiro das únicas fontes possíveis : a prostituição e o lixo...são literalmente barcos sem leme... Precisamos reconhecer que taxamos o evangelho muito alto para os pobres das zonas urbanas... Não podemos pensar em modelos de evangelização urbana sem tomar em conta os pobres.
Essa citação introduz um novo problema , agora no aspecto social : pobreza , miséria , desemprego , marginalização . Ainda foi dito " A modernização industrial criará trabalhos mais interessantes e rendosos. Vai, em contrapartida, exigir menos trabalhadores , gerando desemprego." . A década de 90 ensino que, em 60 anos de industrialização , o Brasil gerou três categorias sociais: ricos, pobres e indigentes . Estes últimos são milhões de pessoas que se tornam um desafio não só para os poderes do governo , mas também para a igreja . E a igreja deve perguntar a si própria quando projetar o futuro de suas atividades ministeriais:o que fazer no quadro trágico do Brasil de hoje ?
Alvin Toffler descreve o mundo emergente superindustrial como o da "transitoriedade" que se constitui no epitáfio da permanência . Essa transitoriedade afetará "afetará o próprio modo de como "sentimos" o mundo à nossa volta" , penetrará e tingirá "nossa consciência , afetando radicalmente o modo como nos relacionamos com as outras pessoas , com as coisas , com todo um universo de idéias , arte e valores... A transitoriedade , de fato , pode ser definida bastante especificamente em termos de taxa com que nossos relacionamentos mudam". Num mundo urbano cada vez menos estável , onde, devido à economia , as famílias mudam de residência a cada dois anos , como a igreja evangélica vai lidar com a transitoriedade — primeiramente de seus próprios membros e, em segundo lugar dos habitantes da região abrangida por seu ministério ?

A IGREJA QUE DEVEMOS SER POR CAUSA DO FUTURO

Pensar no futuro da Igreja de Cristo no contexto brasileiro é um ato desafiador . De fato, temos como raiz histórica a "observação do futuro", pois sabemos que , "no momento em que o protestantismo foi inserido na sociedade brasileira esta se achava num estágio de desenvolvimento significativamente anterior à sociedade norte – americana ... Assim ... no passado o protestantismo brasileiro apontou para o futuro". Dessa maneira , devemos raciocinar em termos de futuro , e não ficar vivendo numa eterna saudade e pensando em como eram bons os " velhos tempos ". Passemos agora a considerar alguns pontos relacionados à igreja do futuro.

Consciência da Comunidade Histórica

Para muitos , o passado tornou-se uma irrelevante peça de museu. Outros , querendo reviver o passado, fazem tentativas de manter um cadáver vivo . A igreja evangélica brasileira conformou-se a lembrar da história em termos de datas e comemorações, mas tratam-se de "festividades cronológicas", e não de história . Datas , nomes e conquistas destacam-se dentro de uma realidade de luta , de agressividade, de transformações , de questionamento, de crises etc. Isso sempre dentro de um contexto nacional específico. Esquecemos que os pioneiros olhavam para o futuro , sabiam que estavam fazendo história e legaram-nos o conhecimento da "dinâmica da história ". Eles não se conformaram com a situação da época , com o status quo do momento , pois estavam construindo a "igreja do futuro", e esse legado foi deixado para as gerações seguintes — isto é , para nós , a fim de que fizéssemos a mesma coisa . Os pioneiros sabiam que chegavam:
Num momento em que a América Latina emergia lentamente de sua história colonial e buscava sua integração no mundo moderno. O protestantismo significou um chamado à mudança, à transformação, centralizado na religiosa, mas que tinha repercussão na totalidade da vida e da sociedade...[ dessa forma ] o protestantismo foi um elemento subversivo em termos de sociedade latino-americana tradicional.
Devemos ter uma " real memória do passado ", não tanto das datas e dos nomes, mas da visão evangélica de nossos antepassados .
Assim como nossos "pais denominacionais" viram o Brasil emergir lentamente de sua história colonial, precisamos nos questionar : de onde o pais precisa emergir ?Onde é que esse Brasil precisa ser integrado? Como a igreja evangélica brasileira pode ajudar nesta emersão e integração ? Essas perguntas foram respondidas no passado, mas cabe a nós dar respostas claras e objetivas também hoje, pois no terceiro milênio a história nos julgará. Conforme disse Carlos Mesters:memória do passado é um elemento constitutivo da personalidade do homem, que dela se serve, como um instrumento importantíssimo, para crescer . Ela o ajuda e o prepara para enfrentar a vida , no seu contato progressivo com a realidade. Com tal memória o sujeito encontra critérios para julgar e criticar a realidade que o questiona . Ele possui aí, realmente, uma mostra de vida ,que o permite situar-se e encontrar-se . O mesmo vale para grupos e comunidades.

A Quebra da "Maldição dos Templos"

Já indicamos anteriormente que estamos diante de um crescimento urbano assustador, o aglomerado das cidades, o êxodo rural , a falta de espaço e a possível tentativa de construção — e até sofisticação— de um grande número de templos evangélicos. O homem do século XXI perguntará : Para que tudo isso ? Por que vossos templos ficam praticamente fechados a semana inteira?
No terceiro milênio , os templos não poderão continuar servindo de cárcere onde e encerra a mensagem das boas-novas, isolando-a das grandes massas que vivem nas imediações . Com o tempo e com o aumento de preços do solo urbano, os quais disparam rumo às nuvens , deverá existir muita reflexão sobre o significado dos edifícios nas zonas urbanas. Enquanto hoje inúmeros marginalizados pagam um absurdo até para morar debaixo das pontes, segundo reportagens publicadas nos jornais, nossos templos muitas vezes ocupam grande espaço e ficam ociosos grande parte do tempo.
Os tempos difíceis vão requerer edifícios susceptíveis de usos diversos, que possam prover espaço idôneo durante a semana e não apenas para o esforço evangelístico . Aliás, os templos podem ser uma ótima opção de serviço à comunidade, tornando a evangelização mais eficaz, pois terão como base o amor em ação, antes mesmo da expressão da palavra. Devemos questionar como usarmos melhor os prédios das igrejas para alcançar as massas de imigrantes. O que sentem as prostitutas, os marginalizados, os enfermos, os desempregados, os meninos de rua e tantos outros desqualificados socialmente que passam em frente de nossos templos e, na maior parte do tempo, os vêem de portas fechadas ? Precisamos de respostas urgentes para essas e outras questões fundamentais.

Uma Evangelização a Partir da Necessidade do Ser Humano

O mandamento de evangelizar é único, pois é o único mandamento que aparece em cinco livros do Novo Testamento (Mt. 28:18-20; Mc 16:15; Lc 24:47; Jo 20:21; At 1:8 ) . Cada autor apresenta o mandamento de Jesus de forma diferente , mas a ênfase é única : evangelizar. A evangelização neotestamentária parte de um ponto que podemos chamar de " ponto de contato " e que consistia na necessidade do ser humano. A igreja neotestamentária era uma igreja criativa na sua evangelização, que sob a direção do Espírito Santo chegava aos homens com a mensagem compreensível, inteligível, respondendo as questões e necessidades dos ouvintes e levando aos homens a reconhecerem Jesus como o Senhor. Era uma mensagem bíblica sadia, com uma resposta correta à situação existencial do indivíduo. A mensagem não podia ser incompreensível, asfixiante, mas " liberalizante " (não confundir com " liberalismo teológico" nem com a perspectiva da teologia da libertação ). A mensagem trazia aos ouvintes as respostas para as suas inquietações, interrogações temores, desejos, ansiedades etc. Falava-se de Cristo como sendo a resposta porque se sabia qual era a pergunta. Ao evangelizar, havia uma comunicação efetiva, e isso era possível porque falava-se no mesmo nível situacional-existencial do povo que ouvia . O evangelho tornou-se verdadeiramente pertinente e transformador porque auscultava as situações concretas do ser humano. Havia uma comunicação integral para o homem integral com o evangelho integral, porque se reconhecia que um corpo sem alma era defunto e uma alma sem corpo era fantasma. Dessa forma, a mensagem neotestamentária, vista nos primeiros pregadores da igreja primitiva tinha o objetivo de preparar o homem para viver , e não somente para morrer . É isso que se vê quando examinamos os sermões, diálogos e apologias dos pregadores e ensinadores da palavra no livro de Atos. Eles estão respondendo a questões específicas levantadas pelo seu auditório. E o que dizer da maioria das epístolas ? Elas apresentam as questões específicas do momento em que as igrejas estavam inseridas.
No terceiro milênio , diante do "choque do futuro", da descontinuidade, da transitoriedade, dos sub-cultos que já invadem o Brasil, a igreja deverá ser agressiva em sua evangelização. E essa agressividade terá de ser direcionada para "mexer " no ser "existência". A igreja, com seus pregadores, pastores, mestres, evangelistas, etc., deverá desenvolver a criatividade, que é um Dom de Deus. Eles precisarão abrir os olhos à realidade nacional e mundial e ao modo como esta vem informando e formando os indivíduos. No mínimo, a igreja e seus membros deverão estar olhando sempre para o futuro, baseado no conhecimento do presente.

Pensar no futuro da Igreja de Cristo no contexto brasileiro é um ato desafiador . De fato, temos como raiz histórica a "observação do futuro", pois sabemos que , "no momento em que o protestantismo foi inserido na sociedade brasileira esta se achava num estágio de desenvolvimento significativamente anterior à sociedade norte – americana ... Assim ... no passado o protestantismo brasileiro apontou para o futuro". Dessa maneira , devemos raciocinar em termos de futuro , e não ficar vivendo numa eterna saudade e pensando em como eram bons os " velhos tempos ". Passemos agora a considerar alguns pontos relacionados à igreja do futuro.

Consciência da Comunidade Histórica

Para muitos , o passado tornou-se uma irrelevante peça de museu. Outros , querendo reviver o passado, fazem tentativas de manter um cadáver vivo . A igreja evangélica brasileira conformou-se a lembrar da história em termos de datas e comemorações, mas tratam-se de "festividades cronológicas", e não de história . Datas , nomes e conquistas destacam-se dentro de uma realidade de luta , de agressividade, de transformações , de questionamento, de crises etc. Isso sempre dentro de um contexto nacional específico. Esquecemos que os pioneiros olhavam para o futuro , sabiam que estavam fazendo história e legaram-nos o conhecimento da "dinâmica da história ". Eles não se conformaram com a situação da época , com o status quo do momento , pois estavam construindo a "igreja do futuro", e esse legado foi deixado para as gerações seguintes — isto é , para nós , a fim de que fizéssemos a mesma coisa . Os pioneiros sabiam que chegavam:
Num momento em que a América Latina emergia lentamente de sua história colonial e buscava sua integração no mundo moderno. O protestantismo significou um chamado à mudança, à transformação, centralizado na religiosa, mas que tinha repercussão na totalidade da vida e da sociedade...[ dessa forma ] o protestantismo foi um elemento subversivo em termos de sociedade latino-americana tradicional.
Devemos ter uma " real memória do passado ", não tanto das datas e dos nomes, mas da visão evangélica de nossos antepassados .
Assim como nossos "pais denominacionais" viram o Brasil emergir lentamente de sua história colonial, precisamos nos questionar : de onde o pais precisa emergir ?Onde é que esse Brasil precisa ser integrado? Como a igreja evangélica brasileira pode ajudar nesta emersão e integração ? Essas perguntas foram respondidas no passado, mas cabe a nós dar respostas claras e objetivas também hoje, pois no terceiro milênio a história nos julgará. Conforme disse Carlos Mesters:memória do passado é um elemento constitutivo da personalidade do homem, que dela se serve, como um instrumento importantíssimo, para crescer . Ela o ajuda e o prepara para enfrentar a vida , no seu contato progressivo com a realidade. Com tal memória o sujeito encontra critérios para julgar e criticar a realidade que o questiona . Ele possui aí, realmente, uma mostra de vida ,que o permite situar-se e encontrar-se . O mesmo vale para grupos e comunidades.

A Quebra da "Maldição dos Templos"

Já indicamos anteriormente que estamos diante de um crescimento urbano assustador, o aglomerado das cidades, o êxodo rural , a falta de espaço e a possível tentativa de construção — e até sofisticação— de um grande número de templos evangélicos. O homem do século XXI perguntará : Para que tudo isso ? Por que vossos templos ficam praticamente fechados a semana inteira?
No terceiro milênio , os templos não poderão continuar servindo de cárcere onde e encerra a mensagem das boas-novas, isolando-a das grandes massas que vivem nas imediações . Com o tempo e com o aumento de preços do solo urbano, os quais disparam rumo às nuvens , deverá existir muita reflexão sobre o significado dos edifícios nas zonas urbanas. Enquanto hoje inúmeros marginalizados pagam um absurdo até para morar debaixo das pontes, segundo reportagens publicadas nos jornais, nossos templos muitas vezes ocupam grande espaço e ficam ociosos grande parte do tempo.
Os tempos difíceis vão requerer edifícios susceptíveis de usos diversos, que possam prover espaço idôneo durante a semana e não apenas para o esforço evangelístico . Aliás, os templos podem ser uma ótima opção de serviço à comunidade, tornando a evangelização mais eficaz, pois terão como base o amor em ação, antes mesmo da expressão da palavra. Devemos questionar como usarmos melhor os prédios das igrejas para alcançar as massas de imigrantes. O que sentem as prostitutas, os marginalizados, os enfermos, os desempregados, os meninos de rua e tantos outros desqualificados socialmente que passam em frente de nossos templos e, na maior parte do tempo, os vêem de portas fechadas ? Precisamos de respostas urgentes para essas e outras questões fundamentais.

Uma Evangelização a Partir da Necessidade do Ser Humano

O mandamento de evangelizar é único, pois é o único mandamento que aparece em cinco livros do Novo Testamento (Mt. 28:18-20; Mc 16:15; Lc 24:47; Jo 20:21; At 1:8 ) . Cada autor apresenta o mandamento de Jesus de forma diferente , mas a ênfase é única : evangelizar. A evangelização neotestamentária parte de um ponto que podemos chamar de " ponto de contato " e que consistia na necessidade do ser humano. A igreja neotestamentária era uma igreja criativa na sua evangelização, que sob a direção do Espírito Santo chegava aos homens com a mensagem compreensível, inteligível, respondendo as questões e necessidades dos ouvintes e levando aos homens a reconhecerem Jesus como o Senhor. Era uma mensagem bíblica sadia, com uma resposta correta à situação existencial do indivíduo. A mensagem não podia ser incompreensível, asfixiante, mas " liberalizante " (não confundir com " liberalismo teológico" nem com a perspectiva da teologia da libertação ). A mensagem trazia aos ouvintes as respostas para as suas inquietações, interrogações temores, desejos, ansiedades etc. Falava-se de Cristo como sendo a resposta porque se sabia qual era a pergunta. Ao evangelizar, havia uma comunicação efetiva, e isso era possível porque falava-se no mesmo nível situacional-existencial do povo que ouvia . O evangelho tornou-se verdadeiramente pertinente e transformador porque auscultava as situações concretas do ser humano. Havia uma comunicação integral para o homem integral com o evangelho integral, porque se reconhecia que um corpo sem alma era defunto e uma alma sem corpo era fantasma. Dessa forma, a mensagem neotestamentária, vista nos primeiros pregadores da igreja primitiva tinha o objetivo de preparar o homem para viver , e não somente para morrer . É isso que se vê quando examinamos os sermões, diálogos e apologias dos pregadores e ensinadores da palavra no livro de Atos. Eles estão respondendo a questões específicas levantadas pelo seu auditório. E o que dizer da maioria das epístolas ? Elas apresentam as questões específicas do momento em que as igrejas estavam inseridas.
No terceiro milênio , diante do "choque do futuro", da descontinuidade, da transitoriedade, dos sub-cultos que já invadem o Brasil, a igreja deverá ser agressiva em sua evangelização. E essa agressividade terá de ser direcionada para "mexer " no ser "existência". A igreja, com seus pregadores, pastores, mestres, evangelistas, etc., deverá desenvolver a criatividade, que é um Dom de Deus. Eles precisarão abrir os olhos à realidade nacional e mundial e ao modo como esta vem informando e formando os indivíduos. No mínimo, a igreja e seus membros deverão estar olhando sempre para o futuro, baseado no conhecimento do presente.

A " Igreja " da Mulher

Na década de 90, as mulheres começaram a se destacarem em ocupar as funções de liderança proeminentes. Elas não são minoria , a época da inferiorização foi abolida. A carta de alforria já foi firmada . Hoje temos no mundo dezenas de que ocupam os cargos mais altos de seus países. Não sabemos quantas mulheres em ministérios, secretariado ou bancas de congressos, sem falar no mundo dos negócios , onde elas vem se destacando profundamente. Que diremos pois a esse respeito? Precisamos enxergar tal realidade. No catolicismo romano , surgiram as pensadoras de diversas linhas teológicas. Há uma alta produção de literatura onde a mulher expõe toda a sua criatividade de ser pensante. Ela passou de objeto de estudo a sujeito do fazer teológico. Não estamos aqui discutindo a ortodoxia dos escritos, mas indicamos o destaque dessas mulheres no mundo do pensar teológico. Ela estão desenvolvendo o dom que Deus lhe deu: criatividade
Sem dúvida, tudo isso nos levará a rever e a reestruturar nosso posicionamento diante do ministério das mulheres. As denominações, especialmente aquelas que não incluem em seus quadros o ministério pastoral feminino, deverão pensar na questão que foi levantada : é possível a ordenação de mulheres para o ministério pastoral ? Ao que tudo indica, na igreja pós-moderna teremos e já temos presidentes-mulheres em convenções, associações , presbitérios, colégios episcopais etc. A discussão deve ser ampla e irrestrita . Não questionamos aqui a validade do fato de haver mulheres em posições de liderança eclesiásticas, mas apresentamos a realidade que a igreja evangélica brasileira teria de enfrentar no futuro. E , especificamente aqui , desejamos mostrar a necessidade de rever uma questão que lateja no meio de muitas igrejas locais. Mas esta discussão deve ser feita sem chauvinismo mas com graça do alto

Da "Sarça Ardente"
Sabemos que o mundo está caminhando a passos rápidos para um grande reavivamento religioso, acrescentado da expectativa apocalíptica do ser humano em relação a este novo milênio. Diante de suas carências e da confusa sociedade em que vivem, as pessoas intensificam a procura de uma crença espiritual . É o que já vem acontecendo neste milênio. A igreja deverá estar preparada para essa avalanche que já começa a descer e que pode ser observada com a invasão de livros esotéricos, o avanço do espiritismo, a expectativa que foi proclamada da chegada da "Era de Aquário" , da Nova Era, a expansão das práticas ocultistas através dos meios de comunicação , os encontros pseudo- místicos, os gurus , os iluminados, o esoterismo, etc.
A igreja irá enfrentar o mundo dos espíritos, do sobrenatural : anjos , demônios , êxtase , milagres, arrebatamentos, curas espetaculares, a invasão da filosofia oriental , que tem como mensagem central o panteísmo e o endeusamento do homem , além de oferecer soluções as crises existenciais e sociais através de respostas espirituais dadas por gurus nacionais e internacionais . É nesse contexto que a igreja de Jesus Cristo vai precisar ouvir a "voz do Senhor Deus" e encontrar-se face a face com ele, afim de vencer a batalha que já se iniciou. Muitas vezes parece que a maioria dos membros da igreja só procura ouvir bons sermões , desfrutar do companheirismo cristão e ter uma educação religiosa sã para os seus filhos , mas não quer saber de oração , testemunho ou orientação divina . Está na hora de lembrar que a igreja deve estar pronta para atacar as portas do inferno, tendo a certeza de que nada é impossível para Deus, nada poderá limitá-lo , e a soberania de Deus é realmente soberania e de Deus. A igreja do futuro precisa resgatar urgentemente a visão do Soberano – Javé que surge na sarça de Moisés , na visão do profeta Isaías ou no vento suave de Elias.

CONCLUSÂO

Diante do desafio do terceiro milênio, devemos lembrar que precisamos transformar a igreja hoje, para que ela não se constitua num museu religioso amanhã. Não existem fórmulas mágicas que façam tal transformação , mas podemos dar algumas "pistas norteadoras" para que o terceiro milênio não surpreenda a igreja no contrapé.
Em primeiro lugar, é de fato necessário alterar hábitos profundamente enraizados, que chegam a constituir-se verdadeiros vícios e que não comunicam nem anunciam o evangelho, e isso deve ser feito em áreas como : liturgia, pregação, métodos de serviço, ministérios e "criatividade" na arte de pensar e em todas as áreas do ministério eclesiástico .
Em segundo lugar, devemos levar a igreja local a lembrar seu passado para descobrir sua visão do futuro, assim criando uma filosofia bíblica de ministério, a qual deverá estar voltada para alcançar os objetivos divinos na história da humanidade. Isso significa encarnar-se na realidade onde a comunidade de Jesus está inserida, não se apresentando como um "gueto eclesiástico ", mas como a alternativa de Deus.
Em terceiro lugar, não somente enxergar, mas decidir-se pelas mudanças que levem a igreja a mostrar a eficácia de sua fé cristã. Essas mudanças podem estar acontecendo fora dos nossos arraiais denominacionais, sem que isso chegue a significar que sejam espúrias ou não – cristãs , ou então exclusividade de uma denominação.
Em quarto lugar, a igreja deve conhecer sua cidade ou bairro onde se encontra, para oferecer uma pregação contextualizada, eficiente e eficaz. Todos os órgãos federais, estaduais e municipais oferecem os seus dados para fazer uma "leitura dos sinais dos tempos e da cidade". As nossas atividades, programações, horários de cultos, etc, devem ser inserido nesta realidade. Isso deve gerar, se possível, uma "teologia da cidade..." O Brasil é um pais continental e isso deve ser considerado nos projetos denominacionais ou de igreja local
O terceiro milênio é um desafio que convida o leitor a duas coisas: renuncia a fama , posição, comodidade, lucro etc., e risco de rótulos , incompreensões , acusações, exílio etc. Que Deus nos assista para que servir a Deus e aos homens no terceiro milênio com inteligência e sabedoria .

Na década de 90, as mulheres começaram a se destacarem em ocupar as funções de liderança proeminentes. Elas não são minoria , a época da inferiorização foi abolida. A carta de alforria já foi firmada . Hoje temos no mundo dezenas de que ocupam os cargos mais altos de seus países. Não sabemos quantas mulheres em ministérios, secretariado ou bancas de congressos, sem falar no mundo dos negócios , onde elas vem se destacando profundamente. Que diremos pois a esse respeito? Precisamos enxergar tal realidade. No catolicismo romano , surgiram as pensadoras de diversas linhas teológicas. Há uma alta produção de literatura onde a mulher expõe toda a sua criatividade de ser pensante. Ela passou de objeto de estudo a sujeito do fazer teológico. Não estamos aqui discutindo a ortodoxia dos escritos, mas indicamos o destaque dessas mulheres no mundo do pensar teológico. Ela estão desenvolvendo o dom que Deus lhe deu: criatividade
Sem dúvida, tudo isso nos levará a rever e a reestruturar nosso posicionamento diante do ministério das mulheres. As denominações, especialmente aquelas que não incluem em seus quadros o ministério pastoral feminino, deverão pensar na questão que foi levantada : é possível a ordenação de mulheres para o ministério pastoral ? Ao que tudo indica, na igreja pós-moderna teremos e já temos presidentes-mulheres em convenções, associações , presbitérios, colégios episcopais etc. A discussão deve ser ampla e irrestrita . Não questionamos aqui a validade do fato de haver mulheres em posições de liderança eclesiásticas, mas apresentamos a realidade que a igreja evangélica brasileira teria de enfrentar no futuro. E , especificamente aqui , desejamos mostrar a necessidade de rever uma questão que lateja no meio de muitas igrejas locais. Mas esta discussão deve ser feita sem chauvinismo mas com graça do alto

Da "Sarça Ardente"
Sabemos que o mundo está caminhando a passos rápidos para um grande reavivamento religioso, acrescentado da expectativa apocalíptica do ser humano em relação a este novo milênio. Diante de suas carências e da confusa sociedade em que vivem, as pessoas intensificam a procura de uma crença espiritual . É o que já vem acontecendo neste milênio. A igreja deverá estar preparada para essa avalanche que já começa a descer e que pode ser observada com a invasão de livros esotéricos, o avanço do espiritismo, a expectativa que foi proclamada da chegada da "Era de Aquário" , da Nova Era, a expansão das práticas ocultistas através dos meios de comunicação , os encontros pseudo- místicos, os gurus , os iluminados, o esoterismo, etc.
A igreja irá enfrentar o mundo dos espíritos, do sobrenatural : anjos , demônios , êxtase , milagres, arrebatamentos, curas espetaculares, a invasão da filosofia oriental , que tem como mensagem central o panteísmo e o endeusamento do homem , além de oferecer soluções as crises existenciais e sociais através de respostas espirituais dadas por gurus nacionais e internacionais . É nesse contexto que a igreja de Jesus Cristo vai precisar ouvir a "voz do Senhor Deus" e encontrar-se face a face com ele, afim de vencer a batalha que já se iniciou. Muitas vezes parece que a maioria dos membros da igreja só procura ouvir bons sermões , desfrutar do companheirismo cristão e ter uma educação religiosa sã para os seus filhos , mas não quer saber de oração , testemunho ou orientação divina . Está na hora de lembrar que a igreja deve estar pronta para atacar as portas do inferno, tendo a certeza de que nada é impossível para Deus, nada poderá limitá-lo , e a soberania de Deus é realmente soberania e de Deus. A igreja do futuro precisa resgatar urgentemente a visão do Soberano – Javé que surge na sarça de Moisés , na visão do profeta Isaías ou no vento suave de Elias.

CONCLUSÂO

Diante do desafio do terceiro milênio, devemos lembrar que precisamos transformar a igreja hoje, para que ela não se constitua num museu religioso amanhã. Não existem fórmulas mágicas que façam tal transformação , mas podemos dar algumas "pistas norteadoras" para que o terceiro milênio não surpreenda a igreja no contrapé.
Em primeiro lugar, é de fato necessário alterar hábitos profundamente enraizados, que chegam a constituir-se verdadeiros vícios e que não comunicam nem anunciam o evangelho, e isso deve ser feito em áreas como : liturgia, pregação, métodos de serviço, ministérios e "criatividade" na arte de pensar e em todas as áreas do ministério eclesiástico .
Em segundo lugar, devemos levar a igreja local a lembrar seu passado para descobrir sua visão do futuro, assim criando uma filosofia bíblica de ministério, a qual deverá estar voltada para alcançar os objetivos divinos na história da humanidade. Isso significa encarnar-se na realidade onde a comunidade de Jesus está inserida, não se apresentando como um "gueto eclesiástico ", mas como a alternativa de Deus.
Em terceiro lugar, não somente enxergar, mas decidir-se pelas mudanças que levem a igreja a mostrar a eficácia de sua fé cristã. Essas mudanças podem estar acontecendo fora dos nossos arraiais denominacionais, sem que isso chegue a significar que sejam espúrias ou não – cristãs , ou então exclusividade de uma denominação.
Em quarto lugar, a igreja deve conhecer sua cidade ou bairro onde se encontra, para oferecer uma pregação contextualizada, eficiente e eficaz. Todos os órgãos federais, estaduais e municipais oferecem os seus dados para fazer uma "leitura dos sinais dos tempos e da cidade". As nossas atividades, programações, horários de cultos, etc, devem ser inserido nesta realidade. Isso deve gerar, se possível, uma "teologia da cidade..." O Brasil é um pais continental e isso deve ser considerado nos projetos denominacionais ou de igreja local
O terceiro milênio é um desafio que convida o leitor a duas coisas: renuncia a fama , posição, comodidade, lucro etc., e risco de rótulos , incompreensões , acusações, exílio etc. Que Deus nos assista para que servir a Deus e aos homens no terceiro milênio com inteligência e sabedoria .

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Espero que os homens que nao aceitam o ministerio pastoral feminino sigam a pratica ^biblica^relacionada 'a mulher. Aqui uma citacao    

     Os Sábios do Talmud [... ensinavam...] que a honra de uma mulher exige que ela fique na sua casa, cumprindo sua função essencial de ter filhos e de facilitar ao seu marido o cumprimento dos preceitos Seguindo essa lógica, as mulheres eram definidas pelo aspecto biológico, como mães procriadoras; do ponto de vista sociológico, eram dependentes, primeiro do pai e depois do marido; e, sob o prisma psicológico, eram incapazes de dedicar-se a temas tidos sérios ou importantes, exclusivos dos homens Portanto, a presença de uma mulher num lugar público - na rua, no mercado, nos Tribunais,nas casas de estudo, nos eventos públicos ou nos cultos religiosos -, era considerada uma ofensa à sua dignidade de mulher...   Determinar o que fazer com o tempo é símbolo de liberdade que o homem pode usar conforme seu entendimento. O homem é livre para escolher dedicar seu tempo a Deus, a mulher não é livre de fazê-lo (na prática, mulheres e escravos têm as mesmas obrigações e cumprem os mesmos preceitos).Dentro desse conceito, a decisão de liberar as mulheres do cumprimento dos preceitos de hora marcada é uma demonstração da grandiosidade do mesmo Deus que cede aos homens o seu privilégio de ser o dono do tempo das mulheres Elas ficam liberadas de cumprir os preceitos divinos, mas permanecem subordinadas – em tempo e ações - ao marido, o lar, as crianças. Elas são donas da casa, eles são donos delas. De fato, até em hebraico a palavra "marido"é baal, que significa "dono, patrão, proprietário e donos do mundo."[1]

jotaeme

Por InfoBatista, en: General