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Publicado el November 22nd, 2008, 15:16

SERÁ ELE O “SALVADOR DO PLANETA TERRA”?
O mundo queria… os Estados Unidos da América quiseram… e pela primeira vez na história política norte-americana, um cidadão negro vai morar na Casa Branca.
A vitória de Obama, filho de um muçulmano, negro, oriundo de uma família de criadores de cabras do Quênia, e de uma norte-americana, branca, protestante, foi muito festejada pela comunidade internacional. Para esta, na figura do presidente eleito teria se personificado o sepultamento da odiosa discriminação racial, marca registrada dos Estados Unidos ao longo de toda a sua história.
Inegavelmente, o fato de Obama haver se tornado o homem mais poderoso do planeta, é por demais significativo, porquanto projeta a imagem de um país que deixa de lado seu conservadorismo histórico, para abrir as portas à diversidade cultural. E, como os que defendem essa mesma diversidade, advogam que dentro das culturas estão as religiões, que são a sua própria alma, forçoso concluir que essa nova realidade vai facilitar, também, a aproximação das várias crenças.
Mas, e nós que conhecemos as verdades irrefutáveis da Palavra de Deus, que significado podemos extrair da vitória de Obama?
Durante um jantar beneficente, realizado em Nova Iorque, na reta final de sua campanha à presidência dos Estados Unidos, ele declarou:
“Contrariamente aos rumores que ouviram, eu não nasci numa manjedoura. Na realidade nasci em Krypton e fui enviado para aqui pelo meu pai, Jor-El, para salvar o planeta Terra”, numa referência ao Superman.
Estas palavras, dado seu relevante sentido, não podem passar despercebidas para o povo de Deus que precisa, sobretudo em tempos como estes, saber analisar os acontecimentos à luz das Profecias Bíblicas. Ao dizer que não nasceu em uma manjedoura, Obama insinuou que o Salvador do mundo não foi Aquele que veio há cerca de dois mil anos, com a missão de resgatar a humanidade da morte eterna, mas que ele próprio, “um homem-deus”, recebeu a incumbência de salvar o nosso planeta.
Preciosas afirmações do apóstolo João, reforçam a tese de que alusões como estas não podem ser consideradas meras figuras de retórica: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (I João 2.18,22).
Dentro desta mesma análise, torna-se imperioso destacar o teor do discurso proferido, em julho passado, na Alemanha, para mais de 200 mil pessoas que se acotovelavam junto ao Portão de Brandenburgo, por aquela que estava se tornando a mais nova celebridade mundial: o então candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama. A reunião ocorreu nos arredores da coluna da Vitória, a poucos metros do local onde, há menos de duas décadas, encontrava-se, intocável, o Muro de Berlim. O histórico encontro serviu para difundir e, ao mesmo tempo, consolidar a imagem de um político sem fronteiras.
Na ocasião, Obama insistiu na necessidade de se buscar a paz e a justiça social, em nível global, através da união dos povos, a partir de uma cidadania universal e de uma religiosidade única, conforme destacou em vários trechos de seu discurso - ‘Um Mundo que Se Ergue Unido’ -, que foram transcritos a seguir:
“Olhe para Berlim, onde os buracos de balas nos prédios e os sombrios pilares e pedras, perto do Portão de Brandemburgo, nos lembram que jamais devemos esquecer nossa humanidade comum… …população do mundo, olhe para Berlim, onde um muro foi derrubado, um continente se uniu, e a história provou que não existe desafio grande demais para um mundo que se ergue unido… …o século 21 revelou um mundo mais interligado que em qualquer outro momento da história humana… …não podemos nos dar ao luxo de sermos divididos… …nenhuma nação isolada, por grande ou poderosa que seja, é capaz de superar tais desafios sozinha… …e, se formos honestos uns com os outros, saberemos que às vezes, de ambos os lados do Atlântico, nos distanciamos uns dos outros e nos esquecemos de nosso destino compartilhado… …as responsabilidades da cidadania global continuam a nos unir… …parceria e cooperação entre nações não é uma escolha: é o único caminho, o único, para protegermos nossa segurança comum e promovermos a causa de nossa humanidade comum… …o maior perigo de todos é permitir que novos muros nos dividam e separem… …os muros entre velhos aliados de cada lado do Atlântico não podem continuar… …os muros entre os países que têm mais e os que têm menos não podem continuar… …os muros entre raças e tribos, entre nativos e imigrantes, entre cristãos, muçulmanos e judeus, não podem permanecer… …hoje, são esses os muros que precisamos derrubar… …não apenas os muros foram derrubados em Berlim, mas foram derrubados em Belfast, onde protestantes e católicos encontraram uma maneira de conviver… …somos capazes de nos unir numa parceria nova e global… …somos capazes de ficar ao lado da imensa maioria dos muçulmanos que rejeitam o extremismo que conduz ao ódio, em lugar da esperança… …é hora de… reduzir os arsenais de outra era… …este é o momento de buscar um comércio que seja livre e justo para todos… …este é o momento em que precisamos nos unir para salvar este planeta… …vamos acolher imigrantes de outros países e rejeitar a discriminação contra aqueles que não se parecem conosco ou não oram como nós oramos…? …povo de Berlim, povo do mundo, este é nosso momento… …este é nosso tempo… …que possamos viver livres de medo e livres de pobreza… …que possamos nos expressar e nos reunir com quem quisermos e orar da maneira como nos apraz… …é na defesa dessas aspirações que uma nova geração, nossa geração, precisa imprimir sua marca no mundo…” .
Seria possível confrontarmos as proposições de Barack Obama, com as palavras do texto de I João 2.18,22, acima transcritas, sem chegarmos à conclusão de que o novo presidente dos Estados Unidos veio para reforçar o elenco de ‘anticristos’? Afinal de contas, com a difusão de conceitos de uma cidadania global, prosperidade universal e confluência das várias religiões, não estaria ele ajudando a “pavimentar” a estrada pela qual virá o ‘messias’ da Nova Era? Acerca deste, escreveu o apóstolo Paulo: “… o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (II Tess. 2.3-4).
Oportuno lembrar, que a esse ’seleto’ elenco de ‘anticristos’, pertenceram alguns outros ‘atores globais’. Uns, protagonistas; outros, meros coadjuvantes. Do primeiro grupo, merece destaque o então secretário-geral do partido comunista soviético, Mikhail Gorbachev, que emprestou seu ‘talento’ para que pudesse ser levada a cabo a perestroika - palavra russa que literalmente significa reconstrução -, o projeto de reforma que conduziu à extinção do regime comunista soviético, no final dos anos 80. A exemplo de Gorbachev, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl, também desempenhou um papel de destaque naquele mesmo período da história, porquanto coube a ele implementar o programa de reunificação da Alemanha. A par destes, nomes como o do papa João Paulo II, e dos ex presidentes norte-americanos Ronald Reagan, George Bush e Bill Clinton, além de outros estadistas mundias, que dos bastidores auxiliaram e continuam auxiliando na consecução do mesmo objetivo, qual seja, o de eliminar as fronteiras das nações hoje existentes, a fim de que seja instalada uma Nova Ordem Mundial.
Concluindo, seria dispensável dizer que Barack Hussein Obama não é o salvador do nosso planeta, ao contrário do que afirmou. No entanto, em face de todas as evidências, torna-se absolutamente impossível negar que o presidente eleito para governar a nação mais poderosa do planeta, chegou para assumir o papel de mais um importante construtor do cenário que servirá de palco para a “encenação” daquele que no futuro, avocará para si a condição de Deus. Esse cenário terá como tripé de sustentação, uma economia única, uma religião única e um governo único, o do Anticristo. Este implantará seu reino na Terra, para nela governar durante um período de sete anos, chamado de a grande tribulação, após a Igreja de Jesus Cristo haver sido levada pelo Seu Senhor, no glorioso arrebatamento.

Um abraço,

E que Deus o abençoe grandemente.

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Por InfoBatista, en: General