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Publicado el November 22nd, 2008, 18:04

O diácono Jaime Faria Eliçon, da PIB de Éden, São João de Meriti (RJ), escreveu o Diário de um vencedor.

No diário, ele menciona fatos de sua vida, desde o nascimento, no interior do Estado do Rio de Janeiro, até os dias de hoje, com 84 anos de idade. Ele faz referências a sua conversão, profissão e família; às viagens e igrejas; aos pastores e amigos, etc. Os lucros da venda dessa publicação são doados a uma obra de resgate de crianças em situação de risco.

A certa altura de seu Diário (p. 44), o irmão Jaime fala de um “sujeito estapafúrdio” que no ônibus chamava a atenção por falar demais. Entre impropérios diversos, o homem chamava todos os evangélicos da cidade onde habitava de ladrões e mentirosos, e de outras coisas mais. Felizmente, outro passageiro calou o acusador. Declarou-se crente, também habitante da mesma cidade, e desafiou o outro a apresentar provas de que ele, o evangélico, fosse tudo quanto o ímpio dizia.

Servos de Jesus vivem de maneira digna o evangelho, e não dão chances a acusações semelhantes às daquele incrédulo, a menos que ele se disponha a mentir. Mas teria o acusador motivos para palavras tão desrespeitosas? Infelizmente, não há por aí membros de igrejas, falsos crentes, que andam em desacordo com a Palavra, e enxovalham o nome de Jesus? Mas, graças mil graças, esse não é o perfil dos legítimos filhos de Deus.

A revista A Bíblia no Brasil publicou, há tempos, interessante testemunho de um homem, quando prestava serviço numa unidade militar de São Paulo. De manhã, ele lia a Bíblia, e guardou-a depressa, ao ouvir o toque da corneta. Os soldados, um a um, tinham de acompanhar o sargento e abrir seu próprio armário. Quando o sargento viu a Bíblia desse soldado, disse-lhe: “Você é crente. Não preciso inspecionar seu armário.” Só mais tarde, o soldado entendeu. Houvera um roubo de dinheiro, e os superiores buscavam descobrir o “mau elemento”. Para o sargento, no entanto, com toda a certeza, o crente não era o ladrão. Armário de crente não esconde provas de más ações.

Para o apóstolo Paulo, cristãos vivem de forma sincera, irrepreensível e inculpável. Refulgem como astros resplandecentes (Fp 2.15). Mas quem apenas leva nome de cristão não recebe o brilho da luz dos céus, confunde os descrentes, e oferece ao mundo razões para levantar acusações infundadas aos verdadeiros crentes.

Jesus chama seus seguidores de sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). Esse sal permanece aqui por causa de seu bom sabor. A humanidade insossa, almeja, embora nem sempre o saiba, transformar-se ante a ação dos discípulos do Mestre. Entretanto, se esse sal, esperança de dias melhores e vidas mais éticas, justas e santas, se faz insípido, serve para quê? Jesus mesmo deu a resposta: Para ser pisado pelos homens. E não acontece assim em inúmeras situações? O mundo pisa e condena falsos crentes. Não há como lhe tirar a razão. Mas as verdadeiras testemunhas do evangelho respondem a essa agressão com vidas melhores, moral e espiritualmente muito acima do desagradável sabor dos pseudocristãos.

IOMAEL SANT´ANNA - Pastor da PIB de Mesquita (RJ)

Fonte:http://www.ojornalbatista.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=718&Itemid=33

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