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Publicado el November 22nd, 2008, 15:16

Eloá e Deus,

reféns da mediocridade  humana.

Eloá era um nome desconhecido até cerca de um mês atrás. Desde então, toda a mídia nacional tem explorado a tragédia que envolveu esta menina cujo nome em hebraico, significa: “Deus”(Eloah  é o nome poético para Deus e aparece 49 vezes no Antigo Testamento sendo que 41 delas somente no livro de Jô). É evidente que sofri e ainda sofro com você a perda tão prematura desta adolescente. Eloá deixou de ser apenas um nome, ela se tornou um rosto com uma história, na qual nos envolvemos em cada uma das 100 horas em que foi mantida como refém. As dezenas de perguntas que preenchem o nosso imaginário pretendem encontrar alívio para uma morte tão brutal e estúpida, mas este esforço será em vão. Pra mim, nada pode justificar esta morte, exceto a reflexão que herdei dela, acerca de Deus. Eloá e Deus são reféns. Eloá quando mantida refém, se tornou impotente, dominada, subjugada, escravizada, ameaçada e amedrontada. Assim, mantemos Deus refém das nossas vaidades, quando abraçamos a teologia que O transforma em nosso personal gênio da lâmpada, útil tão somente para satisfazer nossos pedidos e vontades, não importando quão esdrúxulos possam ser; Mantemos Deus refém da nossa santidade aparente, quando O obrigamos a nos aprovar nas celebrações, ao receber nossos louvores, dízimos, ofertas e serviços, mesmo que nossas vidas escondam atos e pensamentos totalmente abominados por Ele; Mantemos Deus refém da indiferença para com seus princípios que deveriam legislar nossa conduta diária dentro e fora das esferas de relacionamentos pessoais e interpessoais; Mantemos Deus refém da nossa comunhão hipócrita, quando fingimos amar, e nos gabamos de comungar uma mesma fé, sem repartir o pão, sem estender a mão ao aflito, sem chorar as perdas alheias sejam quais forem, ou mesmo sem se alegrar com as vitórias dos outros; Mantemos Deus refém da tradição dos homens, ao insistirmos na defesa de valores que não possuem nenhum embasamento bíblico; A única boa notícia no paralelismo que proponho, é que diferente de Eloá, Deus não pode ser morto.  Ele está acima e totalmente imune às tentativas de ser escravizado, negligenciado, ludibriado e usado...os que assim acreditam poder fazê-lo é que se tornam cativos, prisioneiros, pois pensam que viver com Deus aqui na terra, só pode ser plena dessa maneira. Enganam-se profundamente: Deus pode ser descoberto na total submissão a sua soberania, na admiração plena e sincera de sua santidade, na vivência comprometedora e renunciadora da comunhão, na obediência ás escrituras como de fato regra de conduta e fé. Todos nós sabemos como  o caso de Eloá terminou. O que Deus quer saber é como a sua história com Ele irá terminar. É tempo de mudar!!

                                               

                          Pr.Marcos Davi F. de Andrade   

                                Por um relacionamento sadio com Deus

Por InfoBatista, en: General