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Publicado el November 22nd, 2008, 18:21

Uma das coisas mais belas e significativas na vida de alguém é a amizade. Amizade saudável e construtiva, o que também chamamos de amizade sadia. A minha intenção neste espaço é falar sobre outro tipo de amizade.

Amizades pervertidas! De onde surgem as amizades que construímos? Onde estamos construindo as nossas amizades? Elas são fruto de nossos interesses pessoais ou do relacionamento pessoal com Cristo? Existem amizades pervertidas, fruto da perversidade? Diz Aristóteles que “numa amizade não devem existir ervas daninhas, espinhos”. Mas o fato é que algumas amizades são fruto da perversidade do coração do homem. Está escrito na Bíblia, em Lucas 23.12: “Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro” (v-12). Nada contra alguém que queira ou já reconstruiu sua amizade. Se você tem uma amizade destruída, procure reconstruí-la, o mais brevemente possível. Mas o texto diz: “Nesse mesmo dia”. Que dia foi esse? Era o dia do julgamento e condenação de Jesus. Pilatos, percebendo que Jesus era galileu, de outra jurisdição, o mandou para Herodes. Herodes há muito queria ver Jesus. Depois de vê-lo, o desprezou e escarnecendo dele, e o mandou de volta a Pilatos. Foi nesse dia que reataram a “amizade”, em conseqüência da condenação de Jesus.

Podemos tirar algumas conclusões desta suposta “amizade”. Percebe-se que a amizade de Pilatos e Herodes é fruto da perversidade. Ambos tinham interesse na condenação de Jesus! A amizade com base na perversidade é destituída de valores éticos, morais e espirituais. Pilatos e Herodes, além de serem perversos, eram corruptos em seus corações e se tornaram-se “amigos” em defesa de uma causa injusta, perversa, corrupta no seu efeito. A amizade de Pilatos e Herodes muito nos lembra as “amizades”, os “acordos”, as “alianças” políticas e religiosas de nossos dias. Não é verdade que na esfera política muitos estão construindo uma amizade por uma “causa”, uma “ideologia” própria e egoísta? Quantos esqueceram seus valores éticos, morais, espirituais e em nome de uma “amizade” forjada, pois seus interesses não estão no bem do povo, mas estão legislando em causa própria, defendem quem antes era malvisto? São amizades hipócritas. Quem no passado era tido e considerado como nocivo, da noite para o dia tornou-se como sendo a “única esperança”, o bonzinho! E eles ainda têm o cinismo de afirmar que tudo é em causa nobre: “o bem do povo”. São sepulcros caiados, como disse Jesus, por fora, limpo, cheiroso, mas por dento, uma podridão total.

No campo religioso, quantas igrejas e pastores, na calada da noite, fazem seus acordos, suas alianças, esperando uma fatia do bolo? Aliança feita em nome do deus dinheiro. Essa celeuma nos entristece. Há muitos “crentes” envolvidos com esses tipos de “amizades”. Alguns, hipocritamente, tentam comprar as amizades. Que tristeza! Há muitos “crentes” Pilatos e “crentes” Herodes que constroem suas “amizades” em defesa de seus interesses pessoais e novamente estão, com essa atitude, escarnecendo, desprezando e crucificando Nosso Senhor Jesus Cristo. Você, querido irmão, é um desses? Que tipo de amizade você tem construído? Fruto da perversidade, do interesse próprio, ou fruto do relacionamento pessoal que você tem com Jesus? Veio à minha mente a situação em que se encontrava o povo de Israel, mais precisamente a liderança religiosa, na época de Jeremias.

O capítulo sete de Jeremias nos relata uma realidade muito parecida com a de hoje. Lá o profeta condena as atitudes, as alianças que eram feitas em nome de Deus, mas na prática era o contrário. Diz o texto: “Vocês dizem: templo do Senhor, templo do Senhor é este, mas no dia a dia, lá fora, vocês fazem justamente o contrário! Vocês dizem que não é para adulterar, mas vocês adulteram. Vocês dizem que não é para roubar, mas vocês roubam, assaltam o povo. Vocês oprimem, massacram o povo”, disse Jeremias! Não estamos vivenciando o tempo de Jeremias?

A maioria das igrejas evangélicas sofre com esse mal. Pastores que em nome de uma quantia em dinheiro para a construção do seu templo ou do carro novo fazem acordos, amizades escusas. Membros de igrejas que se aproximam de outros para forjar um relacionamento amigável, mas por puro interesse pessoal, egoísta. A política de nossos dias bem que nos mostra quem são os verdadeiros amigos.

Ainda há tempo para o concerto. Volte-se para Deus que se compadecerá de você. Diz a Bíblia que a mão do Senhor não está encolhida que não possa sarar, curar, restaurar... (Is 59.1). Arrependa-se! Fuja das amizades compradas, de interesses pessoais, fruto da perversidade de um coração que necessita da Graça de Jesus! Não entre nesse caminho, fuja!

NICOMEDES NUNES DE SOUZA - Pastor da IB Eldorado do Carajás (PA)

Fonte:http://www.ojornalbatista.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=695&Itemid=33

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