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Publicado el November 23rd, 2008, 7:56

DIÓTEFRES NA SINAGOGA MALAQUIANA

Há dias, encontrei, na caixa de um supermercado, uma jovem que estava com cara de sofrimento. Ele é membro de uma dessas “sinagogas pentecas”, onde se prega mais o Velho Testamento do que o Novo, a fim de ludibriar o rebanho com as suas exigências.  Ela me contou que o seu “pastor” estava proibindo calças compridas, vestidos sem mangas, cabelos compridos, adereços e uma porção de outras coisas, que as mulheres usam, a fim de melhorar a aparência. A desculpa desse “ungido do Senhor”  é que “o gasto com essas quinquilharias deixa menos dinheiro para a obra de Deus”. Ela ainda comentou que o tal “pastor” é um tremendo “malaquiano”, do tipo que prega maldição divina para todo crente que não entrega fielmente o dízimo, cuspindo Malaquias 3, o tempo inteiro.

Fiquei triste com a situação da jovem e aconselhei-a a procurar uma igreja séria; por exemplo, uma igreja batista, que não seja muito barulhenta e cujo pastor não seja ganancioso, embora seja uma coisa rara, nos dias de hoje. Falei da PIBT, que freqüento há 13 anos, desde que cheguei a Terê. Nosso pastor é culto, inteligente, não pede dinheiro, aprova os consertos musicais antes dos cultos (para melhorar a cultura musical dos membros) e, o que é MELHOR, prega a Bíblia ao pé da letra, dando os melhores exemplos de vida dos personagens do VT, sendo, ele mesmo,  um excelente marido e pai de família.

Se existe uma coisa que o pastor da PIBT não é, eu diria: um Diótefres, ou seja, um "nutrido por Júpiter". E para explicar à jovem o que significa o nome “Diótefres”, sugeri que ela lesse as Cartas de João, pois, na terceira, ela vai encontrar a história desse temendo pastor cara de pau, que tanto prejudicou o ministério de sua igreja. Provavelmente, o “pastor” dessa jovem nunca leu a Bíblia (principalmente as Cartas de Paulo) com outro interesse que não fosse o de maltratar as ovelhas e esvaziar suas bolsas de plástico,  pois, geralmente, as ovelhas da classe pobre são as mais exploradas nessas “sinagogas malaquianas” e jamais poderiam comprar uma bolsa de couro.

Quem melhor retrata esse personagem bíblico (ou melhor, antibíblico) é o Pr. José Francisco Veloso, da CBB, com um estilo muito interessante. Ele conseguiu transformar Diótefres num pastor atual, do tipo que existe aos montes, por esse Brasil a fora, todos eles capachos dos “lobos” americanos. Vejamos o que ele escreveu:

CARTA A DIÓTEFRES

 Prezado pastor:

Escreve-lhe um outro pastor, José Francisco Veloso, Batista da CBB. João me informa na sua Terceira Epístola, que você é temperamental e que não aceita opinião de ninguém; aliás, não aceita nem o próprio João. Mas vou tentar! Acabei de conversar com um jovem ovelha sua. Ele está chocado porque não lhe pediu permissão previamente para colocar um brinco na orelha, e nem sabia que tinha que fazer isto. Ele comprou um, pequeno, de ouro, com um minúsculo brilhante no meio, furou a orelha, colou o brinco, e quando foi lhe mostrar, ouviu isto do senhor: " Vá embora, e só volte na minha igreja quando você tirar este opróbrio do templo de Deus, que é o seu corpo!" Pastor, primeiro eu tive que explicar para ele o que é opróbrio: "abjeção, estado infamante, desonra" e depois tentei amenizar o seu ato contra este moço! Caro Diótrefes ( porque será que o seu nome significa "nutrido por Júpiter" !?), o irmão acha mesmo que um pequeno objeto na orelha mancha mesmo o corpo "sempre" santo de uma pessoa? Você acha mesmo que é infamante ou degradante o cara usar um brinco? Proibindo este jovem de freqüentar o templo, Casa do Senhor, a que o irmão chama de "minha igreja", não o estará colocando na sarjeta? Ou se ele fizer uma opção por uma denominação mais liberal, ou talvez mais teológica, como reagirá o irmão? E se ele, ovelha desprotegida de um cajado tão encantador como o que irmão porta, "cair de vez no mundo"? De quem será a culpa? Do ourives? Então brinco nas orelhas das mulheres não é opróbrio? Minha geração passou por situações hoje ridículas: medidas de saias de irmãs nas portas do templo; era proibida calça comprida para mulheres; barbas e cabelos compridos eram coisas de revoltados e não de um servo do Senhor; barba então era coisa de comunista! Pregadores tinham que usar terno e gravata! Mulheres não podiam usar o púlpito como apoio para regerem hinos ( hoje, ousam ser pastoras!) Mas estas coisas foram sendo deixadas para trás em troca de uma santidade de comportamento e não de oferendas de Caims! Diótrefes, eu fui informado por João na sua Terceira Epístola que você é dado a estes rompantes. Não aceita opinião de ninguém e se julga mesmo "dono da igreja". No máximo você é um servo e mal; e não dono de ovelhas. Opróbrio é a sua atitude, radical, sem conversa pastoral, sem apontar nortes bíblicos e de bom senso. Caro, quando me converti eu fumava maconha, tabaco, bebia álcool e usava outras drogas. Eu me vestia como a geração Woodstock  se vestia, mas na igreja onde passei a freqüentar, até hoje ninguém me mandou parar com estas coisas e nem mudar o meu vestir. Eu é que fui influenciado por uma juventude santa, que sem me dizer uma só palavra, falaram muito com o comportamento deles. Parei com tudo, porque tive a sorte de não encarar um Diótrefes na vida! Você perdeu uma ovelha por um preço pequeno, por falta de seu apreço e por ser um homem que fala sem pensar e pesa o seu cajado sem consultar o dono da Igreja: Jesus! Caríssimo Diótrefes; tenho uma notícia ruim para você e outros discípulos seus: Jesus não morreu, está vivo e disse " a igreja é minha, minha é a igreja"!  Mat. 16:18 – Atos 20:23 – I Cor. 1:2 – II Cor. 1:1 – I Tim. 3:5. Cuidado Diótrefes, pessoas como você não se criam na igreja de Cristo de nosso século.  

José Francisco Veloso

E-mail: informativobatista@yahoo.com.br


"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!"  1 Cor 9:16
"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo". 2 Cor 4:6

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