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Publicado el December 12th, 2008, 18:52

Câmeras de segurança e GPS cuidam do Menino Jesus

No ano passado, quando o Menino Jesus desapareceu de uma cena natalina
do gramado de um centro comunitário em Wellington, Flórida, os guardas
da cidade não seguiram uma estrela para localizá-lo.
Um aparelho de GPS inserido na estátua de cerâmica em tamanho real
levou os assistentes do xerife até um apartamento próximo, onde o
objeto foi encontrado sobre um tapete com o rosto voltado para baixo.
Uma mulher de 18 anos foi presa pelo furto.
Desistindo de coisas antiquadas como cadeados e confiança, inúmeras
igrejas, sinagogas, prédios governamentais e cidadãos comuns se voltam
para a tecnologia para proteger cenários festivos de traquinagens ou
preconceitos.
Cerca de 70 igrejas e sinagogas, buscando evitar o boletim policial em
dezembro, aceitaram a oferta de uma empresa de segurança, que concedeu
o uso gratuito neste mês de sistemas de GPS e câmeras escondidas, para
guardar manjedouras e menorás.
Outros, como a família Herrera de Richland Hills, Texas, resolveram a
questão com as próprias mãos. Preocupada com o roubo de sua gangorra,
a família instalou câmeras de vigilância em seu quintal e se
surpreendeu quando as imagens mostraram uma adolescente roubando um
Menino Jesus de quase US$ 500. A polícia ficou com a fita.
"Eles levaram a família de Jesus," disse Gloria Herrera, 48, católica.
"Como alguém pode fazer uma coisa dessas?"
Por dois anos consecutivos, ladrões escaparam com a estatueta do
Menino Jesus em Wellington, uma cidade rica de 60 mil habitantes no
condado de Palm Beach, Flórida. A cerâmica original, doada por um
comerciante local, foi feita na Itália e vale cerca de US$ 1,8 mil,
disse John Bonde, diretor de operações de Wellington.
Então, no ano passado, os agentes usaram uma unidade de GPS
normalmente empregada para rastrear a aplicação de um spray de
mosquitos e a implantaram na última reposição da estátua. Depois que
essa desapareceu, os assistentes do xerife rapidamente a rastrearam.
Percebendo uma oportunidade nesse tipo de história de sucesso, a
BrickHouse Security, de Nova York, está oferecendo para até 200
instituições religiosas sem fins lucrativos um mês de uso gratuito de
câmeras de segurança e de produtos GPS dos quais é distribuidora.
Todd Morris, chefe-executivo, disse que a idéia surgiu depois que
algumas igrejas pediram aluguéis de um mês em vez de contratos longos,
como seria esperado. As cerca de 20 primeiras foram instaladas em
sinagogas, disse.
O rabino Yochonon Goldman, do Lubatich of Center City, o braço na
Filadélfia do movimento Chabad Lubavitch, aceitou a oferta apesar de
seu medo inicial envolver o vento derrubando um menorá.
"As pessoas estão mais atentas à segurança e isso é apenas uma
precaução," disse Goldman, que vai colocar um GPS em um menorá e uma
câmera em outro. "É triste... mas é a realidade que enfrentamos."
Como membros de uma minoria religiosa, os judeus provavelmente se
abalam mais quando seus símbolos religiosos são vandalizados, segundo
Deborah Lauter, diretora nacional de direitos civis da Anti-Defamation
League (Liga Anti-Difamação).
"Se roubarem o Menino Jesus, tendemos a ver como uma travessura,"
disse Lauter. "Vandalismo ou roubo de um menorá é algo mais delicado.
Você realmente se sente um alvo por causa de sua religião."
A liga identificou 699 incidentes de vandalismo anti-semita em 2007,
consistente com os últimos anos.
Até agora em 2008, o Menino Jesus apareceu em vários boletins
policiais. Na Primeira Igreja Metodista Unida em Kittanning,
Pensilvânia, a estatueta foi roubada e substituída por uma abóbora.
Semana passada, em Eureka Springs, Arkansas, a pessoa que sumiu com um
Menino Jesus de plástico exposto em público também levou o bloco de
concreto e a corrente que deveriam funcionar como contenção.
Anteriormente, bonecos roubados de Jesus foram desfigurados com
profanações e símbolos satânicos.
Os incidentes levantam uma pergunta: roubar o Menino Jesus é uma
diversão juvenil inofensiva ou anticristianismo?
"Suspeito que boa parte seja travessuras infantis," disse o promotor
Mike Johnson, do Alliance Defense Fund, um grupo jurídico conservador
e cristão. "É claro, existem adultos com a intenção de tirar Cristo do
Natal. Mas eles geralmente se ocupam em tribunais e com o julgamento
da opinião pública."
Stephen Nissenbaum, professor aposentado de história da Universidade
de Massachusetts Amherst e o autor de The Battle for Christmas (A
Batalha pelo Natal), entende os furtos nem como vandalismo inocente
nem como crimes de ódio religioso.
"O que eles significam é que não há problema em sair por aí e violar
mesmo as regras mais importantes, desde que ninguém se machuque,"
disse. "Não é exatamente uma desvalorização do cristianismo, mas um
tipo de desafio ritualístico a ele. Pode ser que crianças cristãs
estejam fazendo isso - e dia 2 de janeiro elas voltam a ser bons
cristãos."

Fonte: http://noticiascristas.blogspot.com/2008/12/cmeras-de-segurana-e-gps-cuidam-do.html

Por InfoBatista, en: General